Portugal é o segundo país da União Europeia (UE) menos preocupado com o impacto que a divulgação de informações erradas ou enganosas na internet possa ter no resultado das eleições europeias, segundo um Eurobarómetro publicado esta segunda-feira.

De acordo com um inquérito divulgado em Bruxelas pela Comissão Europeia, subordinado ao tema “Democracia e Eleições”, apenas 57% dos portugueses inquiridos assumiu estar preocupado com a influência das chamadas ‘fake news’ no desfecho das eleições europeias de maio de 2019.

Esta é a segunda percentagem mais baixa entre os Estados-Membros, atrás apenas de Estónia (56%), ficando muito distante da média europeia, que é de 73%.

O estudo expõe ainda que Portugal também é um dos países da UE em que a percentagem de cidadãos que teme a possibilidade de que intervenientes externos e grupos criminosos influenciem as próximas eleições europeias é mais baixa.

Só 44% dos portugueses inquiridos disse estar preocupado com a hipótese de que intervenientes externos e grupos criminosos influenciem o resultado das europeias do próximo ano.

Neste parâmetro, Portugal é batido novamente pela Estónia (35%) e também por Malta (43%) e fica novamente longe da média europeia de 59%.

O Eurobarómetro, que deixa evidente que os cidadãos se preocupam com interferências nas próximas eleições europeias, indica ainda que 47% dos portugueses teme que as eleições possam ser manipuladas através de ciberataques, a mesma percentagem que exclui essa possibilidade.

Portugal é mesmo um dos sete Estados-membros em que a maioria dos inquiridos não teme eventuais impactos de ciberataques na eleição dos eurodeputados em maio de 2019. A média europeia fixa-se nos 61%.

Em suma, só 43% dos portugueses acredita que o resultado das europeias possa ser manipulado, contra 56% de todos os inquiridos.

O inquérito Eurobarómetro sobre a democracia e as eleições foi realizado através de 27.474 consultas diretas em casa dos inquiridos, nos 28 Estados-membros, entre 08 e 26 de setembro.