O ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, considerou, esta segunda-feira que a morte de Osama bin Laden representa um «avanço histórico» no combate ao terrorismo e um «rude golpe» numa das principais ameaças terroristas mundiais.

«É uma enorme vitória para o combate ao terrorismo, ontem foi um dia em que a defesa das democracias face ao terrorismo ganhou um avanço, teve um bom resultado, um resultado que, aliás, devo considerar como histórico», afirmou o governante.

Na opinião de Augusto Santos Silva, que falava aos jornalistas à margem do 5º Simpósio Internacional de Informação Nacional, a morte de Bin Laden «é um rude golpe naquela que é uma das ameaças terroristas principais com que todo o mundo se confronta, a Al-Qaeda».

O ministro da Defesa português, que rejeitou abordar questões de política nacional, assinalou contudo que «está muito longe do fim a luta contra o terrorismo, a defesa das populações e dos Estados».

Questionado sobre o impacto que este acontecimento pode ter no calendário de retirada da NATO do Afeganistão, Santos Silva rejeitou que exista «influência direta». «Neste momento vive-se a chamada fase de transição no Afeganistão, aliás, num calendário que foi aprovado pela NATO em novembro, aqui em Lisboa, na cimeira, essa fase de transição significa que a força internacional se foca sobretudo nas atividades de formação e capacitação das autoridades afegãs, das suas forças de segurança e do seu Exército, e se vai transferindo gradualmente responsabilidades que estavam na comunidade internacional para as autoridades afegãs», declarou.

Morte de Bin Laden «não representa fim da Al-Qaeda

Já esta segunda-feira de manhã, o Governo português tinha afirmado, em comunicado que a morte de Usama Bin Laden «não representa o fim» da Al-Qaeda, nem o desaparecimento do terrorismo.

Numa reação à morte do líder da Al-Qaeda , durante uma operação dos Estados Unidos no domingo no Paquistão, o Governo português disse que se impõe manter o mesmo espírito de cooperação e determinação em defender os princípios e valores de tolerância e convivência pacífica.

No comunicado, o Governo português também felicitou «o Governo americano e o Presidente Obama pelo êxito da missão que provocou a morte de Osama Bin Laden, responsável da Al-Qaeda pelos atentados que em 11 de setembro de 2001 vitimaram milhares de pessoas, entre as quais portugueses».

O Governo afirmou que «o êxito desta missão, que culmina uma longa operação de quase uma década, exprime a determinação do povo americano e seus aliados em combater o terrorismo e o fanatismo, que tantas vítimas inocentes têm provocado».

No comunicado, o Governo sublinhou que «o combate não é contra o Islão que igualmente tem sido vítima de cobardes atentados que tão cruelmente ceifam vidas e obrigam inúmeras populações a viver em clima de insegurança e terror, apenas contribuindo para a desestabilização do mundo».
Redação / MM