O Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, falou esta terça-feira na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, que decorre esta terça-feira em Nova Iorque, EUA.

Marcelo começou por agradecer à Assembleia Geral "a confiança depositada na pessoa certa no momento certo. Apoio integralmente o apelo ao cessar fogo global, o processo de reforma das Nações Unidas, a “Call to Action for Human Rights”.

O Presidente continuou o discurso lembrando que a pandemia e a recente crise no Afeganistão vêm lembrar algumas evidências que não podem ser esquecidas. 

"O mundo é multipolar. Nenhum polo, por mais poderoso que seja, tem condições para enfrentar, sozinho ou com alguns parceiros apenas, alterações climáticas, pandemias, crises económicas e sociais, terrorismo, desinformação; e ainda promover movimentos de população ordenados e seguros, proteção dos mais vulneráveis e os direitos humanos", explicou.

 

Marcelo ampliou ainda outras evidências: a de que a governação de um Mundo multipolar exige multilateralismo e que esse multilateralismo exige respostas conjuntas. "Tem de se fundar o Direito Internacional, nos valores da Carta e no reforço das organizações internacionais, a começar pelas Nações Unidas e suas agências especializadas.", reforçou.

 

O chefe de estado aproveitou ainda a oportunidade para lembrar que "importa ampliar, aprofundar e acelerar as reformas nas Nações Unidas", reiterando que  "Portugal estará sempre do lado dos consensos que resolvam crises. Está, tal como a União Europeia, do lado do multilateralismo", reforçou, explicando que o País vai manter o compromisso com a Agenda 2030 e com o alívio da dívida externa dos países mais vulneráveis.

Antes de terminar o seu discurso, o Presidente da República deixou claro que "não é só no clima que não existe Planeta B, é em tudo". 

Consideramos que as grandes questões do nosso tempo, como o clima, a pandemia, as crises económicas e sociais, as guerras e as inseguranças, as migrações e os refugiados, só demonstram que isolacionismo, protecionismo, unilateralismo, intolerância, populismo e xenofobia, inevitavelmente conduzem a becos sem saída", rematou.