O primeiro-ministro manifestou-se disponível para alcançar «um texto que possa constituir um entre o Governo e PS» sobre a Europa, mas recusou o aval «à visão específica» socialista em matéria europeia.

«Estamos disponíveis para poder chegar até a um texto que possa constituir um grande denominador comum entre o Governo e PS sobre a questão da Europa, não sobre um texto que possa ser uma espécie de divisão mais próxima de uma das partes do que das duas», disse Passos Coelho, falando em Maputo, onde iniciou uma visita oficial de dois dias a Moçambique.

«Espero que o PS também tenha abertura para isso», acrescentou.

O primeiro-ministro disse que «o texto apresentado pelo PS no Parlamento é um texto que pode ser discutido com certeza», mas afirmou esperar que o documento «possa realçar sobretudo aquilo que une o Governo e o PS, e não aquilo» que os separa.

«Se a iniciativa do maior partido da oposição for no sentido de apresentar um texto que é a visão específica que o PS tem sobre a Europa, isso não é um consenso sobre a Europa. Para haver um consenso sobre a Europa (o texto) tem que ser alargado aquilo que hoje é a maior expressão europeia, tal como está retratado neste tratado, e também aquela que o governo tem que é muito pró-europeia», concluiu.