O secretário-geral do PS, António Costa, agradeceu, este domingo, aos portugueses que decidiram votar nos socialistas de forma tão "expressiva, clara e inequívoca" nas eleições europeias e elogiou o cabeça de lista do partido, Pedro Marques.

António Costa falava perante duas centenas de militantes na conferência de imprensa final no Hotel Altis, em Lisboa, tendo ao seu lado Pedro Marques.

O secretário-geral socialista agradeceu aos que "escolheram de forma tão expressiva, clara e inequívoca votar no PS nestas eleições", acrescentando sentir este resultado como um "voto de confiança" no partido.

Em Portugal, os portugueses apoiam o projeto europeu", disse ainda.

Na sua intervenção, as primeiras palavras do líder do PS foram para salientar que "em democracia não há vencedores nem vencidos, porque em democracia vencem sempre os democratas".

Numa alusão à elevada taxa de abstenção verificada nestas eleições europeias, António Costa manifestou o seu "respeito pelos que não votaram", o que, na sua perspetiva coloca a todo o sistema político "uma responsabilidade de refletir sobre o que fazer melhor ao longo dos próximos cinco anos", tendo em vista que esses cidadãos "se sintam parte integrante do projeto europeu".

Que sintam que é tão importante escolhermos o que queremos da Europa, como escolhermos o que queremos da nossa freguesia, município ou país", sustentou, antes de elogiar a sua secretária-geral adjunta, Ana Catarina Mendes, pela "mobilização extraordinária" dos socialistas nestas eleições europeias, mas, igualmente, o cabeça de lista do partido.

"Os portugueses responderam e deram uma enorme vitória ao PS"

Pedro Marques considerou também que o seu partido obteve uma "enorme vitória" nas eleições europeias, afirmando que os socialistas subiram em mandatos e deixaram o PSD a mais de 10 pontos percentuais.

O cabeça de lista do PS falava em conferência de imprensa, com o secretário-geral do PS, António Costa, ao seu lado, depois de os resultados oficiais apontarem para uma vitória dos socialistas com cerca de 33,5%.

O PS pediu uma vitória clara. Os portugueses responderam e deram uma enorme vitória ao PS", declarou.

Considerando que o PS ganhou estas eleições de forma "absolutamente extraordinária", o agora eurodeputado notou, contudo, que a abstenção deve fazer "refletir" os agentes políticos e as instituições europeias.

E não ajuda nada que as campanhas se façam e só cheguem a casa das pessoas carregadas de 'soundbytes' e ataques pessoais", disse, referindo-se à campanha eleitoral do PSD, que, segundo ele, se baseou em ataques aos adversários.

O cabeça de lista do PS começou a discursar pouco depois das 22:30, perante cerca de duas centenas de militantes, tendo feito uma curta intervenção, para logo depois passar a palavra ao secretário-geral do partido.

Para Pedro Marques, os europeus, "pelo menos os progressistas", querem uma "Europa solidária", próxima do continente africano, e recusam uma "Europa fortaleza".

Como tal, segundo o eurodeputado, a vitória do PS nas eleições europeias é "um verdadeiro farol de esperança", que representa também uma "enorme vitória" para a governação socialista dos últimos três anos e meio.

Uma das grandes vitórias desta noite, salientou, é o facto de, em Portugal, a extrema direita ter ficado "reduzida à menor expressão possível".