O cabeça de lista do CDS-PP, Nuno Melo, assumiu, pessoalmente, a responsabilidade pelo resultado do partido nas europeias, afirmando que só existe “um responsável”, depois de falhar a eleição do segundo eurodeputado.

[O resultado] tem um responsável, sou eu”, afirmou Nuno Melo aos jornalistas, na sede nacional do partido, em Lisboa, no final da noite eleitoral.

O eurodeputado centrista garantiu que foi ele a determinar a meta para as eleições de hoje e concluiu: “Se há alguém a ser julgado sou eu.”

Nuno Melo afirmou não transformar "derrotas em vitórias" e anotou que, à hora a que falava, a previsão era de perda de mandatos pelo PCP, um dos dois partidos, a par do BE, que o cabeça de lista centrista disse, em campanha, querer suplantar em votação.

Após as declarações na sede do partido, Nuno Melo desdramatizou o resultado como "uma tragédia", e relativizou: "As coisas são assim, hoje foi esta eleição, amanhã será outra qualquer. Já tive vitórias, já tive derrotas, não tem mal nenhum."

O eurodeputado recusou ainda dizer se a direção de Assunção Cristas deve ou não fazer alguma alteração de estratégia para as legislativas, dizendo que não é líder do partido.

Nas eleições para o Parlamento Europeu, o PS foi o mais votado com 33,4% e o CDS-PP elegeu um eurodeputado, Nuno Melo, obtendo 6,1% dos votos, quando estavam apuradas 94% das freguesias.

Cristas diz partido continua “forte e unido”

A líder do CDS-PP, que assumiu o resultado “aquém dos objetivos traçados” para as europeias de domingo, afirmou ter compreendido “o sinal” que os eleitores lhe quiseram dar e disse acreditar que o partido está “forte e unido”.

No final de uma noite eleitoral, em que o CDS-PP elegeu um deputado, Nuno Melo, a presidente centrista, Assunção Cristas, admitiu ainda que se confirmou que a abstenção, em redor dos 70%, foi “o maior obstáculo” do partido.

Compreendemos bem o sinal que os eleitores nos quiseram dar”, afirmou, sem explicar melhor.

Outros fatores que, segundo Assunção Cristas, contribuíram para o resultado do CDS-PP, em torno dos 6%, foi a “polarização dos votos à direita”.

Imediatamente antes, falou para o interior do partido, que dentro de quatro meses disputa novas eleições, legislativas, em 6 de outubro, afirmando: “Temos um partido forte, unido, dinâmico, entusiasmado.”

Para o futuro próximo, Assunção Cristas prometeu "mais empenho, mais trabalho, na construção de uma alternativa ao socialismo e às esquerdas."

Nas eleições para o Parlamento Europeu, o PS foi o mais votado com 33,4% e o CDS-PP elegeu um eurodeputado, Nuno Melo, obtendo 6,1% dos votos, quando estavam apuradas 94% das freguesias, às 23:51.