A militante e ex-dirigente do PCP Laura Serra morreu na terça-feira aos 96 anos, anunciou esta quarta-feira o secretariado do comité central dos comunistas.

Laura Serra, “resistente antifascista e militante comunista”, nasceu em 4 de outubro de 1924, em Lisboa, “filha de uma família operária”, iniciou a sua vida profissional como costureira, aderiu ao PCP e “passou a funcionária em 1947, com Jaime Serra, seu companheiro”, que fez 100 anos em 22 de janeiro, segundo uma nota do secretariado.

Entre 1958 e 1960 “teve trabalho de organização como responsável de células de empresa no setor têxtil, no Norte do país” e, a seguir ao 25 de Abril de 1974, teve funções nos serviços de extinção da PIDE, tendo pertencido à Organização Regional de Setúbal e da Beira Litoral, e trabalhou no Gabinete Central de Organização.

Laura Serra viveu uma vida intensa. A dureza da vida clandestina, o nascimento de três filhos na clandestinidade, a prisão em casa pela PIDE com duas filhas, que um esbirro da polícia levaria, depois, perante o pai preso como forma de chantagem, a vida em comum sempre no sobressalto da repressão iminente, o dilema da procura da proteção das crianças e do partido e a dor da separação dos filhos e as prisões do companheiro”, lê-se na nota do secretariado do comité central do partido.

O PCP recordou “o percurso” de Laura Serra “de alguém que abraçou a causa da luta do PCP nas circunstâncias mais rigorosas, com a dedicação mais profunda, com opções muito difíceis”.

O funeral realiza-se na sexta-feira, às 13:00, no cemitério do Alto de S. João, em Lisboa.

/ CE