O candidato do PS/Livre à presidência da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, esteve este sábado com os moradores do Bairro da Boavista, num ambiente de convívio, com música e porco no espeto, e aí disse sentir-se “mesmo em casa”.

Às 17:00. já muitos moradores e apoiantes esperavam a chegada de Fernando Medina, no largo junto ao pavilhão do Bairro da Boavista.

O candidato e atual presidente do município chegou cerca de meia hora depois e foi recebido com muitas palavras de apoio. Houve até direito a cumprimentos e fotografias.

Espero que ganhe. Tem tudo para isso”, atirou-lhe um munícipe. “Sr. Presidente, a nossa gravata verde, onde está?” gracejou outro.

A iniciativa de campanha para as eleições autárquicas de dia 26 contou com o apoio de moradores e membros das associações locais. Gilda Caldeira, que já foi presidente da associação de moradores, pediu aos seus vizinhos “que acreditem no projeto do PS”.

Por seu turno, Bela Rebelo, atual presidente da associação de moradores, elogiou a antiga presidente da Junta de Freguesia de Benfica, Inês Drummond, substituída em 2020 por Ricardo Marques. E acrescentou: “[Fernando Medina] é aquele homem que fala, promete e faz”.

Tomando a palavra, foi a vez de Fernando Medina devolver os elogios: “Meus queridos amigos, eu como presidente da Câmara não devia dizer isto que vou dizer, mas se há sítio em que eu me sinto mesmo em casa, um bocadinho mais do que os outros, é mesmo aqui no Bairro da Boavista”.

O candidato da coligação PS/Livre lembrou o trabalho que tem vindo a ser feito no bairro nos últimos anos, desde que António Costa assumiu a presidência da Câmara de Lisboa, em 2007, e depois em 2009 com a eleição da socialista Inês Drummond para a junta de freguesia.

À agência Lusa, Fernando Medina sublinhou que o Bairro da Boavista é “muito especial”, mas “marcado por dificuldades muito grandes, que decorrem, em primeiro lugar, pelo seu enquadramento urbanístico, encravado fora da malha urbana de Lisboa, onde há problemas mais sérios do ponto de vista social”.

Por isso, referiu, a autarquia tem feito um “trabalho muito consistente de recuperação do bairro, da alma do bairro, da sua identidade, da sua autoestima e também na resolução dos problemas concretos das pessoas”.

Começou pelos equipamentos desportivos, depois foi construída uma unidade de saúde familiar, reabilitados alguns edifícios e, entretanto, iniciado o processo de substituição das antigas alvenarias por novas casas.

Este processo não irá, no entanto, ficar concluído no próximo mandato, referiu Fernando Medina, explicando que “as novas construções ocorrem no sítio em que as alvenarias ainda estão” e houve o compromisso de realojar os moradores dentro do bairro, fazendo com que o processo seja mais lento.

Segundo dados disponibilizados pela Câmara de Lisboa, das 500 alvenarias, foram demolidas 188.

O candidato lembrou ainda que está em construção a nova escola do bairro, num investimento superior a 10 milhões de euros, “o melhor projeto escolar da cidade de Lisboa”.

Porque neste momento aqui a escola tem uma importância muito grande, maior do que noutros sítios. Como os níveis de escolaridade aqui dos pais são mais baixos, é a escola que tem de puxar por cima e ajudar a puxar para cima toda esta comunidade”, defendeu.

Medina referiu, igualmente, que vai ser construída uma nova igreja, com uma nova praça, e será aberta uma nova fase de requalificação do edificado mais antigo do bairro.

Agência Lusa / CE