Depois de uma referência ao facto de Vital Moreira «precisar» de José Sócrates na sua campanha, a líder do PSD, que apareceu esta sexta-feira pela primeira vez na campanha social-democrata às eleições europeias, esqueceu o candidato do PS e apontou baterias ao primeiro-ministro.

Esta noite em Vagos, Ferreira Leite traçou o perfil de José Sócrates para garantir que «quanto maior é o entusiasmo do PSD, maior é o receio do PS» e por isso os socialistas «passaram a controlar» a campanha social-democrata.

Um traço da atitude do primeiro-ministro que «quer controlar tudo»: na governação do país, garante, segue uma política de «autoritarismo, arrogância e humilhação em relação a diferentes classes profissionais».

«Alguém se esquece do que ele fez aos funcionários públicos? Aos professores? Aos polícias? Aos juízes?»

Ferreira Leite não tem dúvidas: «A grande preocupação de Sócrates, em vez da situação em que o país se encontra, é controlar e condicionar todos os sectores profissionais para que possa governar sem reacções da população».

«Depois do medo de ser escutada, o medo de ser seguida»

E daí ao chip na matrícula foi um pequeno percurso sobre rodas. «Querem vigiar tudo: bicicletas, triciclos... tudo o que ande e tenha rodas». Uma «medida obrigatória», que «nenhum país aceitou, a não ser Portugal». «Foi aprovada à socapa» e «só não entra em vigor porque o PSD exigiu que o diploma fosse discutido na Assembleia da República».

É que «depois do medo de escutada ao telemóvel, agora vou sair de casa com medo de ser seguida».

No dia em que Ferreira Leite chegou à campanha do PSD para as europeias, Paulo Rangel reformulou algumas ideias que têm centrado o seu discurso, mas trouxe uma achega nova, garantindo que o «PSD não mistura casos de justiça e de política» - numa clara referência às declarações de Vital Moreira sobre o caso BPN -, frisando a «exigência e rigor» dos candidatos sociais-democratas. «Condenamos a atitude que o PS tem tomado nas últimas horas» e «recusamos baixar a campanha eleitoral».

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Judite França