A Comissão Política Nacional do PSD, liderada por Manuela Ferreira Leite, saída do congresso do fim-de-semana em Guimarães, tem esta segunda-feira a sua primeira reunião, na sede social-democrata, em Lisboa, escreve a Lusa.

Aprovaram a equipa de Manuela Ferreira Leite - que tem Rui Rio como primeiro vice-presidente e Luís Marques Guedes como secretário-geral do PSD - 529 dos 804 congressistas que exerceram o seu direito de voto.

Houve 206 votos em branco (25,6 por cento) e 69 votos nulos (8,6 por cento).

Além de Rui Rio, foram eleitos vice-presidentes da Comissão Política Nacional do PSD Paulo Mota Pinto, José Pedro Aguiar Branco, António Borges, Manuel Castro Almeida e Sofia Galvão.

Os dez vogais eleitos foram António Rodrigues Marques, Fernando Ribeiro Marques, Francisco de Araújo, Jaime Carlos Marta Soares, José Eduardo Martins, Marco de Almeida, Maria das Mercês Borges, Paulo Lopes Marcelo, Ricardo Bruno Rio e Vasco Cunha.

Luís Marques Guedes, que chefiava a bancada parlamentar na direcção de Marques Mendes, foi escolhido para secretário-geral, substituindo Ribau Esteves.

Portugal vive «situação de emergência social»

Ferreira Leite em defesa do SNS e contra as regras fiscais

À margem do Congresso foi anunciado que o deputado Paulo Rangel é o candidato apoiado por Ferreira Leite à sucessão de Santana Lopes na liderança parlamentar do PSD, cujas eleições se realizam quinta-feira.

Para o Conselho Nacional, a nova líder elegeu 20 representantes, enquanto Pedro Passos Coelho fez entrar 16 elementos e Pedro Santana Lopes cinco.

No discurso com que encerrou o Congresso, Manuela Ferreira Leite considerou que Portugal vive uma situação de emergência social que impõe apoios públicos para combater a pobreza e contestou o investimento do Governo em novas infra-estruturas.

Sublinhando que ouviu «com toda a atenção» o que foi dito no Congresso, a presidente do PSD dirigiu-se a todos os que falaram, declarando: «É com as vossas ideias, o vosso empenho e a vossa militância que seremos capazes de apresentar ao país um projecto mobilizador, à altura das justas ambições dos portugueses».

Por outro lado, Ferreira Leite considerou obscuras e complexas as regras do sistema fiscal, propondo a sua simplificação, e defendeu que o Serviço Nacional de Saúde se mantenha universal, embora questionando o seu financiamento.
Redação