O voto antecipado em mobilidade para as eleições presidenciais é possível desde as 08:00 deste domingo e foi essa a escolha de muitos eleitores. Prova disso são as filas que se têm visto em vários pontos de Norte a Sul do país.

Há quem diga que esperou 30 minutos, uma hora, uma hora e meia para votar, mas também há quem tenha desistido de o fazer hoje. Se é o seu caso, saiba que o pode fazer no próximo domingo, dia 24 de janeiro, e não precisa de apresentar qualquer justificação.

No total, inscreveram-se 246.880 eleitores, um número recorde. Lisboa é o concelho com mais inscritos, 33.364, seguido do Porto, com 13.280, e Coimbra, com 9.201, de acordo com o mapa publicado pelo Ministério da Administração Interna.

Os concelhos com menos inscritos são Porto Moniz, na Madeira, com oito inscritos, seguindo-se Nordeste, São Miguel, nos Açores, com nove, e Barrancos, distrito de Beja, com 14.

Depois da experiência de 2019, nas europeias e legislativas, o voto antecipado em mobilidade alargou-se, das capitais do distrito para as sedes dos concelhos, e o objetivo passa por evitar grandes concentrações de pessoas devido à epidemia de covid-19 no país.

As eleições presidenciais estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

A campanha eleitoral termina em 22 de janeiro. Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

Cláudia Évora