Catarina Martins considera "absurda" a proposta de reforma das Forças Armadas feita pelo Governo e de “absoluta submissão à NATO”.

A proposta do Governo é absurda, é uma proposta que centraliza decisões, é uma proposta de absoluta submissão à NATO e uma lógica belicista e o Bloco de Esquerda opõe-se ao que está a ser preparado”, afirmou a coordenadora do Bloco de Esquerda, neste sábado, no Porto, quando questionada sobre qual vai ser a posição do BE no debate agendado para terça-feira.

A posição do BE surge dias depois de 28 ex-chefes de Estado-Maior dos três ramos, incluindo o general Ramalho Eanes, assinarem uma carta a contestar o processo da reforma das Forças Armadas (FA) em curso, apelando a um debate alargado à sociedade civil.

Na carta com seis páginas, o grupo expressa “apreensão” e explica que a “perturbação provocada no ambiente das FA" os obrigou a agir.

As propostas do Governo que alteram a Lei de Defesa Nacional e a Lei Orgânica das Forças Armadas, aprovadas em Conselho de Ministros no dia 8 de abril, centralizam competências no Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA).

Questionado esta manhã, em Valongo, o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, remeteu o assunto para o debate de terça-feira no Parlamento.

É uma matéria que está na Assembleia da República, e a partir de terça-feira falaremos disso. Se está no Parlamento é para haver diálogo", concluiu o governante.

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