Francisco Rodrigues dos Santos admitiu este domingo que o CDS-PP se "debateu com um cenário particularmente difícil" nestas eleições autárquicas, mas que "superou todos os objetivos a que propôs",  nomeadamente manter a presidência das seis autarquias já governadas autonomamente.

"O CDS está a crescer, está vivo e recomenda-se", disse o líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, no discurso desta noite eleitoral.

Para "Chicão", estes resultados eleitorais "demonstram que o CDS é um partido imprescindível na formação da alternativa política em Portugal e um partido insubstituível para derrubar a esquerda no poder".

No discurso que fez na sede do CDS-PP, em Lisboa, onde acompanhou a noite eleitoral e que começou já depois da meia-noite, o presidente elencou que o partido "ganhou todas as suas seis câmaras com maioria absoluta, coisa que não acontecia", aumentou "expressivamente o número de autarcas face a 2017".

O CDS conseguiu segurar todas as suas câmaras, sendo que, no distrito de Aveiro, os conservadores conseguiram a presidência de três municípios: Albergaria-a-Velha (com maioria de 59.70%), Vale de Cambra (58.19%) e Oliveira do Bairro (com 45.58%). 

Na Madeira e nos Açores, o CDS segurou Santana (58.10%) e Velas (66.34%). Às 3:30 horas, uma vitória em Ponte de Lima também foi dada como certa.

Francisco Rodrigues dos Santos apontou ainda como vitórias as eleições de Carlos Moedas em Lisboa e Rui Moreira no Porto, candidaturas apoiadas pelo seu partido.

Apontando estar "certo que hoje se inicia um novo ciclo político em Portugal", que começou "a virar o país à direita com a força do CDS", Francisco Rodrigues dos Santos salientou que "António Costa viu aqui o seu primeiro cartão amarelo".

E eu estarei firmemente empenhado em construir uma alternativa política de centro-direita para derrubar o socialismo no governo nacional. Estas eleições autárquicas são o tiro de partida para isso mesmo", defendeu.

Rafaela Laja