O presidente do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, defendeu esta sexta-feira a criação de mecanismos “transparentes” para fiscalizar a aplicação do fundo de recuperação da União Europeia, para assegurar que o dinheiro chega “a quem mais precisa”.

A bazuca financeira não pode ser um tiro de pólvora seca, [o dinheiro] tem de ser afetado a quem mais precisa e devem ser criados mecanismos transparentes de controlo e fiscalização do dinheiro”, afirmou.

Em Guimarães, no final de uma visita à têxtil Lameirinho, Francisco Rodrigues dos Santos sublinhou que o socialismo “é muito pródigo no clientelismo e no amiguismo capitalista, em sentar à mesa do Orçamento as empresas amigas do Estado e em privilegiar esta teia de interesses”.

Por isso, defendeu mecanismos de fiscalização para que aquele envelope financeiro não seja “capturado” apenas para as empresas que o Governo “convida a contratualizar com o Estado”.

É necessário que haja transparência máxima na aplicação deste dinheiro, a par de burocracia mínima, de modo a podermos revitalizar a economia”, apelou.

Sobre o prolongamento por mais seis meses do prazo das moratórias de crédito às famílias e empresas, que terminava em 31 de março, o líder do CDS considerou que é preciso “ir mais longe”, designadamente coma redução de alguns impostos.

Estamos na altura de, cirurgicamente, começar a reduzir impostos, de modo a criar um clima de competitividade fiscal, para que as empresas se consigam manter de portas abertas, sobreviver às insolvências e tornar Portugal num país charneira para a captação de investimento”, referiu.

Paralelamente, Francisco Rodrigues dos Santos disse ser necessário apostar no patriotismo económico e ajudar a promover as marcas, produtos e setores produtivos nacionais.

Sobre a linha de crédito para financiar pagamento de impostos, o presidente do CDS disse tratar-se de um “presente envenenado”.

Não podemos dar presentes envenenados ao país, como esta linha de crédito para pagar impostos, que é endividar para pagar dívida”, rematou.

/ CE