Paulo Portas analisou este domingo, na rubrica Global, a reunião do Conselho de Estado da última quarta-feira, na qual o Presidente da República obteve uma aprovação para a dissolução da Assembleia da República, o que acabaria por ser anunciado no dia seguinte, com Marcelo Rebelo de Sousa a marcar eleições para 30 de janeiro.

Um dos presentes no Palácio da Cidadela foi o primeiro-ministro, que marcou a reunião por muitas explicações. Para Paulo Portas, António Costa "tem estado sóbrio", falando numa intervenção "detalhada" sobre aquilo que o motivou a não ceder a Bloco de Esquerda e PCP na reforma laboral, o que acabou por ditar o chumbo da proposta de Orçamento do Estado para 2022.

Foi essencialmente uma detalhada explicação de porque é não podia ceder a PCP e Bloco de Esquerda em matéria de reforma laboral", disse.

"Foi a primeira retificação do primeiro-ministro, do seu discurso, do ponto de vista de construção de maiorias", acrescentou, apontando "uma forma de realismo" de António Costa.

Esta posição do chefe de Governo é, para o comentador da TVI, o traçar de uma linha económica que o aproxima do "centro": "Isso quer dizer alguma coisa sobre a direção da linha económica".

Ainda sobre o primeiro-ministro, Paulo Portas diz que não compreende a ausência da COP26, justificada por António Costa com a crise política atual.

Aproveitando o espaço de comentário, Paulo Portas deixou depois uma crítica às empresas de sondagens, criticando a forma como estão a cobrir as eleições diretas no PSD, recordando a disparidade que houve na altura das eleições para a Câmara Municipal de Lisboa.