O Secretário de Estado da Descentralização e Administração Local desmentiu este domingo uma publicação da Bastonária da Ordem dos Enfermeiros sobre um alegado favorecimento na administração da vacina contra a covid-19.

O secretário de Estado da Descentralização e Administração Local, Jorge Botelho, desmente e repudia a informação falsa veiculada pela bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, através das redes sociais, sobre um alegado favorecimento seu e da sua família na administração da vacina contra a Covid-19", lê-se num comunicado enviado à redação da TVI.

Botelho refere ainda que a informação é totalmente falsa e que a sua divulgação nas redes sociais "tem como propósito colocar em causa a honestidade do secretário de Estado e da sua mulher, a quem não foi administrada qualquer dose da vacina".

Na publicação, Ana Rita Cavaco diz que o secretário de Estado e a mulher pegaram na família "e nuns amigos socialistas e toca de fazer de fura filas e chicos espertos a tomar a vacina.".

Tudo gente fina. O presidente do INEM ainda não se demitiu? Também ouvi dizer que a Presidente da SS de Faro, ilustre...

Publicado por Ana Rita Pedroso Cavaco em  Sábado, 30 de janeiro de 2021

Entretanto, a bastonária sublinhou que o secretário de Estado lhe ligou sobre este assunto, adiantando que não foi vacinado contra a covid-19 e que nem ele, nem a esposa têm critérios para o ser. Ficou aborrecido com o que as pessoas dizem. Achei que devia pôr aqui a sua posição mas confesso que fiquei confusa, não foi mas tem critério. Lembrei-me de outra coisa também, o critério neste país para se ter um alto cargo público, família.

São já várias as polémicas referentes à vacinação indevida. Em conferência de imprensa, o coordenador do plano de vacinação em Portugal sublinhou que a Inspeção-Geral da Saúde vai conduzir auditorias a estes casos.

Este sábado, associações pediram a demissão do Conselho Diretivo do INEM após as recentes notícias vindas a público de que foram administradas várias dezenas de vacinas a funcionários não prioritários do instituto e também a trabalhadores de uma pastelaria no Porto.