A ministra de Estado e da Presidência manifestou esta quinta-feira pesar pelo drama que se viveu há quatros anos no incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, considerando caber ao Governo “fazer tudo o possível para que não volte a acontecer”.

No briefing que decorreu após o Conselho de Ministros, Mariana Vieira da Silva foi questionada sobre a data que hoje se assinala, os quatro anos do incêndio que deflagrou em 17 de junho de 2017 em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, e que alastrou a concelhos vizinhos, provocou 66 mortos e mais de 250 feridos, destruiu meio milhar de casas e 50 empresas.

A governante fez questão de deixar uma “palavra de pesar por esta data” tendo em conta “tudo o que aconteceu naqueles territórios, às pessoas que viveram aquele drama, às pessoas que perderam familiares e amigos naquele drama”.

“Agora perante aquilo que aconteceu, cabe-nos fazer tudo o possível para que não volte a acontecer. Isso envolve decisões de política e de medidas de política que tomámos, envolve investimento que continuamos a fazer e é uma das parcelas importantes no PRR”, enfatizou.

Mariana Vieira da Silva considerou ainda “importante referir que o Governo mantém a sua prioridade nesta matéria”, sendo esta visível num Conselho de Ministros realizado há pouco tempo sobre a reforma da floresta e também no investimento que está previsto no PRR.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já evocou as vítimas do incêndio de 2017 em Pedrógão Grande, numa mensagem em que diz que a associação que as representa tem travado "múltiplas batalhas" e "ainda trava".

Também o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, assinalou a tragédia deste incêndio, considerando que este é um dia para reafirmar o empenho de todos para que aquele acontecimento não se repita.

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