O secretário-geral adjunto do Partido Socialista (PS) lamentou hoje, no Algarve, o que considerou ser a falta de ideias da oposição para aplicação dos fundos europeus por Portugal, desafiando a que sejam apresentadas propostas até ao final de agosto.

É surpreendente que até agora não se conheçam ideias, propostas, críticas construtivas para o aperfeiçoamento dessa proposta da parte da oposição de direita”, afirmou o também deputado José Luís Carneiro.

À margem de uma visita ao Museu Municipal de Lagos e à Igreja de Santo António, no distrito de Faro, o vice-presidente da bancada parlamentar do PS adiantou à Lusa que “é muito importante” que as forças sociais e económicas, mas também os partidos, “valorizem esta oportunidade única, apresentando propostas e formulando as suas críticas”.

Com a discussão em curso “até ao final do mês de agosto” e com “reflexos” na preparação do Orçamento do Estado e nas políticas plurianuais “que terão que ser desenvolvidas”, José Luís Carneiro sublinhou que “o silêncio de hoje tornará inoportunas críticas que venham a ser feitas no futuro”.

Por isso, deixou o convite, ”em modo de interpelação”, aos partidos políticos para que “aproveitem até meados de setembro” para apresentarem a “sua visão do pais e sobre o futuro de Portugal”.

Segundo o deputado, a “grandeza dos recursos que o país terá à sua disposição” justifica a mobilização de todos, para a aplicação dessas verbas, que abrangem desde a reforma e qualificação da administração da pública, à valorização dos recursos do território, para além de investimento nos setores da saúde, educação, investigação, ensino superior e coesão social económica e territorial.

José Luís Carneiro falava após uma visita ao Museu Municipal de Lagos Dr. José Formosinho, atualmente com parte das instalações em remodelação e ampliação, estando em fase de contratação a instalação de conteúdos e trabalhos de conservação e restauro das coleções, num investimento global previsto superior a 3,4 milhões de euros.

O parlamentar quis com esta visita “sublinhar a boa aplicação de recursos europeus”, neste caso na valorização do património cultural, e realçar que estes exemplos devem servir “de boas práticas para outros municípios e outras regiões”.