A Comissão Política Distrital do PSD da Guarda criticou as «visitas partidárias mescladas de visitas de Estado», efectuadas por membros do Governo a instituições de solidariedade social do distrito, e que, para os sociais-democratas, podem ter fins eleitoralistas, informa a agência Lusa.

O líder distrital do PSD, Álvaro Amaro, disse em conferência de imprensa que, em Agosto, a secretária de Estado Adjunta da Reabilitação, Idália Moniz, visitou instituições em vários concelhos, acompanhada por dirigentes do PS sem comunicar a deslocação às Câmaras ou Juntas de Freguesia.

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«Não tenho nada contra a que uma senhora secretária de Estado o seja de manhã e à tarde mude de fato, porque uma pessoa que é membro do Governo está 24 horas por dia, mas tenho contra a falta de respeito», disse o dirigente, lamentando que os autarcas não tenham sido informados da deslocação.

Com estas visitas, admitiu que possa haver «uma subsídiodependência que esta governação socialista possa estar a fazer, porque estamos a um ano de recolher votos».

O presidente da Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo (PSD), António Edmundo, também presente no encontro com os jornalistas, afirmou que o distrito assistiu, nos últimos tempos, a «visitas partidárias mescladas de visitas de Estado, às associações que não tiveram apoio [do Estado] para a obra realizada, mas estão agora a ser visitadas».



O PSD também referiu que os protocolos que o Centro Distrital da Segurança Social tem celebrado nos concelhos com algumas associações para acompanhamento do Rendimento Social de Inserção (RSI) «deixa algumas dúvidas sobre o verdadeiro mandato das equipas que acompanham o RSI nos concelhos».

«Tratando-se de actos administrativos geradores de direitos e de deveres, com despesa pública associada, deviam ser transparentes e do conhecimento público, o que não acontece, tendo sido negado o seu conhecimento a autarcas que os solicitaram», refere o PSD.
Redação / FC