O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, mantém-se em estado crítico no serviço de medicina intensiva do Hospital de São Teotónio, devido à covid-19, informou a vice-presidente da autarquia, Conceição Azevedo, esta quinta-feira.

Nos últimos dias, houve uma evolução desfavorável, com agravamento do seu estado clínico. As informações mais recentes, de hoje, dizem que este quadro se mantém", disse Conceição Azevedo aos jornalistas, no final da reunião de Câmara.

A vice-presidente da autarquia agradeceu a "onda de solidariedade" que se gerou, com muitas mensagens a chegarem diariamente de pessoas e de instituições, mas lamentou a forma como "uma situação tão delicada como esta tem sido tratada por alguns órgãos de comunicação social e nas redes sociais".

Aguardem pelas informações oficiais do município", apelou Conceição Azevedo, acrescentando que devem também evitar veicular "informações não confirmadas".

Ao final da tarde de domingo, o município emitiu um comunicado no qual referia "uma evolução desfavorável, com agravamento do estado clínico" de Almeida Henriques nas últimas horas.

O autarca social-democrata realizou o teste à covid-19 a 04 de março e, apesar do resultado positivo, sentia-se bem e "apenas com sintomas ligeiros", tendo continuado a trabalhar a partir de casa.

No entanto, poucos dias depois, devido à agudização dos sintomas, dirigiu-se às urgências do Hospital de São Teotónio e acabou por ficar internado "para melhor avaliação da evolução".

Em 10 de março, Almeida Henriques foi transferido para a Unidade de Cuidados Intensivos, devido "agravamento da insuficiência respiratória", que "levou à necessidade de entubação e ventilação mecânica".

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.816.908 mortos no mundo, resultantes de mais de 128,8 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.859 pessoas dos 822.314 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

/ NM