O Governo faz um balanço positivo do Plano para a Integração dos Imigrantes, mas admite problemas na habitação. De acordo com a agência Lusa, o ministro da Presidência disse esta terça-feira que a «avaliação intercalar» do cumprimento das metas previstas «mostrou um nível muito elevado de execução, na ordem dos 81 por cento».

Pedro Silva Pereira falava no final da reunião que manteve, em Lisboa, com o Conselho Consultivo para os Assuntos da Imigração (COCAI), ao qual apresentou o balanço anual do 2º ano de execução do Plano. Aos jornalistas, o ministro salientou que a taxa de execução mostra que «tem havido acções de política sectoriais em todos os domínios previstos».

Silva Pereira admitiu, porém, que os «problemas estruturais mais complexos», como os da habitação, ainda não foram resolvidos.

«Ainda há muitos desafios. O problema da habitação é referenciado como um problema estrutural complexo e indutor de alguns fenómenos de exclusão», afirmou. Silva Pereira explicou que a resposta está ser procurada através das «políticas de habitação e dentro das intervenções de proximidade desenvolvidas pelas associações».

O Plano para a Integração dos Imigrantes foi formulado em 2005 e aprovado pelo Conselho de Ministros em 2007. O documento, que sistematiza os objectivos do Estado português no acolhimento e integração dos imigrantes, tem um prazo de execução até 2009 e envolve 13 Ministérios. O Plano contempla medidas que se inserem em áreas como o trabalho, o emprego, a formação profissional, a habitação, a saúde, a educação, a solidariedade e a segurança social.
Redação / AR