O PAN não avançou com uma data específica, mas garantiu estar preparado para eleições no dia 16 de janeiro, caso sejam marcadas para esse dia.

Recebida pelo Presidente da República em Belém, Inês de Sousa Real começou por dizer que, tendo de haver eleições, o PAN quer a sua realização “o quanto antes”.

No entanto, a porta-voz do PAN defendeu, por um lado, que a campanha eleitoral deve ficar afastada do período de Natal e de fim de ano e que, por outro, haja ainda algum tempo de trabalho parlamentar, antes da dissolução.

Entre a segunda quinzena de janeiro, e a primeira de fevereiro, o país terá de ir para eleições", afirmou Inês de Sousa Real.

Inês de Sousa Real disse, também, que é importante "garantir que iniciativas que estão em curso não ficam pelo caminho", dando como exemplo a lei de bases do clima, os projetos ligados à petição sobre o luto parental, o alargamento da criminalização dos maus-tratos a animais que não os de companhia ou o combate à corrupção.

Questionada se o PAN seria, por essa razão, contra uma dissolução muito rápida, como a próxima semana, Inês Sousa Real considerou que tal seria “irresponsável para o país”.

O PAN defendeu que, havendo um contexto em que é uma inevitabilidade haver eleições, que o ato eleitoral se deve realizar o quanto antes e garantir que o ato não é atrasado em função de interesses político-partidários por forças políticas que querem arrumar a sua casa primeiro”, acrescentou ainda.

Inês Sousa Real considerou que, “não estando reunidas condições políticas para que seja apresentado um novo Orçamento”, é necessário garantir que o país tenha rapidamente “um novo Governo, uma nova Assembleia”, e voltou a criticar o ‘chumbo’ do Orçamento pelos partidos à esquerda logo na generalidade.

O PAN tudo fez para que o OE pudesse chegar à especialidade, Mas houve quem optasse por deitar a toalha ao chão”, lamentou.

Questionada se, numa hipótese admitida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, o PAN estaria disponível para um entendimento pós-eleitoral com o PS, Inês Sousa Real considerou que “a este tempo essa questão não se coloca”.

Futurologia deixaremos para quem de direito, não nos cabe a nós a este tempo estar a falar do que pode vir a ser uma possível conjuntura após o ato eleitoral”, disse.

Pedro Falardo / com Lusa