A Iniciativa Liberal (IL) defendeu esta quarta-feira que o estado de emergência após 7 de janeiro, com a campanha eleitoral para as presidenciais, não deve ter “mais exceções” do que as previstas para o Natal e Ano Novo.

Após ser recebido, no Palácio de Belém, em Lisboa, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre a renovação do estado de exceção, de 24 de dezembro até 7 de janeiro, o líder e deputado da IL, João Cotrim Figueiredo, alertou que “a próxima renovação vai calhar em cima” da campanha para as presidenciais, de 24 de janeiro.

Contra as “tentações” de existirem “exceções” nesse período, Cotrim Figueiredo disse ter falado com o Presidente sobre a possibilidade de o decreto de janeiro prever especificamente o que se passará no período da campanha presidencial.

Não faria sentido ter mais exceções para uma campanha política do que para o Natal”, afirmou, dizendo também que “não tem a mesma carga emocional e afetiva que tem a quadra festiva”.

O deputado da Iniciativa Liberal informou que vai votar, de novo, contra a renovação do estado de emergência e defendeu que o Chefe do Estado reconsidere se é necessário manter artigos com exceções no exercício de direitos que não foram utilizados até ao momento.

E deu o exemplo de direitos dos trabalhadores ou ainda a impossibilidade de os funcionários do Serviço Nacional de Saúde (SNS) se desvincular enquanto durar a crise pandémica.

João Cotrim Figueiredo afirmou ainda ser necessário ter mais informações quanto ao plano de vacinação.

O Presidente da República está hoje a fazer uma ronda de audiências com os partidos com representação parlamentar sobre a provável renovação do estado de emergência até 7 de janeiro.

De manhã, Marcelo Rebelo de Sousa recebe a Iniciativa Liberal (IL), Chega, Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), CDS e PCP. À tarde, é recebido o Bloco de Esquerda, PSD e PS.

Marcelo já informou que não falará ao país sobre a provável renovação do estado de emergência até janeiro, como fez anteriormente, por ser agora candidato presidencial.

A seguir, vai consultar o Governo sobre o "muito provável" decreto de renovação do estado de emergência de 24 de dezembro até 7 de janeiro, disse o Presidente, em 10 de dezembro.

/ CE