A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, desafiou hoje o Governo a avançar com investimentos em estradas, ferrovias e pontes em situação crítica, que testemunham o “país preso por arames” que o CDS-PP vai denunciar durante 15 dias.

É nosso dever questionar o Governo sobre os pontos críticos nas infraestruturas do país, para que possa atuar preventivamente, e nalguns casos que já estão identificados, que seja célere nas obras e nos investimentos que têm de ser feitos”, afirmou hoje Assunção Cristas no arranque da iniciativa “País preso por arames”.

A líder do partido escolheu o Itinerário Principal (IP) 6, que liga Óbidos a Peniche, para apontar “um dos pontos críticos” que o CSD vai mostrar ao país durante 15 dias, denunciando a ausência de obras no troço “com fissuras, onde o piso abateu” e que está “inviabilizado há um ano”, à espera de reparação.

Até ao final do ano, o CDS vai fazer, “de norte a sul do país”, a sinalização de “estradas, ferrovias e pontes” sinalizadas como pontos críticos, demonstrativas das “escolhas” de um “Governo de carga fiscal máxima e de investimento público mínimo”.

Poderíamos estar na Ponte 25 de abril, ou na ferrovia em Santarém, ou na Guarda, ou em Amarante, porque temos de facto muitas situações sinalizadas em todo o país e é preciso demonstrar que temos um país preso por arames, porque foram as escolhas deste Governo, e é bom que o Governo se responsabilize e que atue preventivamente”, afirmou Cristas.

De entre as várias dezenas de situações que o CDS irá denunciar até ao final do ano, a Ponte 25 de Abril, em Lisboa, é uma das preocupações, com problemas identificados “desde 2015” e em relação aos quais o Governo “não fez absolutamente nada”, disse.

Um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil – LNEC, divulgado no início deste ano, “sinalizava a urgência de uma intervenção, célere e o mais rápida possível, sob pena de termos uma limitação de tráfego”. Mas, lembrou, “até agora essa intervenção ainda não feita e já passou um ano”.

No âmbito da iniciativa, o CDS mostra hoje 12 pontos críticos em várias zonas do “País preso por arames”.