A deputada do CDS-PP Ana Rita Bessa renunciou ao mandato, com efeitos a partir de 4 de outubro. Ao que a TVI24 conseguiu apurar, a deputada vai fazer a sua última intervenção no plenário da Assembleia da República na próxima quinta-feira. 

Ana Rita Bessa já enviou uma carta ao presidente do partido, Francisco Rodrigues dos Santos, a comunicar a decisão e quais as razões, assim como também já informou o líder parlamentar, Telmo Correia. 

Ora, para a substituir segue-se na lista a médica Isabel Galriça Neto, mas esta já fez saber ao Observador que não tem intenções de regressar ao Parlamento enquanto deputada. Galriça Neto foi escolhida por Carlos Moedas como candidata a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa. 

Não vou por razões pessoais e por questões que se prendem com o facto de assumir agora o novo desafio na Câmara de Lisboa. Reitero que não vou assumir o lugar que a deputada Ana Rita Bessa tão bem assumiu nos últimos anos", afirmou.

Seguindo a ordem da lista de deputados, segue-se Sebastião Bugalho. Caso o comentador da TVI não aceite o convite, o número sete da lista é Diogo Moura, líder da concelhia do CDS/Lisboa e recém-eleito vereador também na equipa de Carlos Moedas.

Recorde-se que Ana Rita Bessa foi eleita deputada pelo círculo de Lisboa em 2019, na lista que era encabeçada por Assunção Cristas, na altura líder do partido. 

A renúncia ao mandato de deputada foi um dos temas levados à reunião desta terça-feira da Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados, tendo o presidente indicado que tem efeitos a partir de 4 de outubro, segunda-feira.

Jorge Lacão ressalvou que "o CDS não se revelou ainda apto para poder designar qual é, na ordem da lista, a pessoa que substituirá" a parlamentar centrista, situação corroborada pelo coordenador do CDS na comissão, o deputado João Almeida: "continuamos a não estar aptos para indicar quem assumirá o mandato".

O deputado democrata-cristão salientou também o facto de "ter havido pessoas que estão na lista que foram eleitas para cargos" nas eleições autárquicas de domingo e defendeu que "isso complica o processo de substituição".

Cláudia Évora