O presidente do PSD-Madeira, Alberto João Jardim, responsabilizou o primeiro-ministro, José Sócrates, pela crise em que Portugal está mergulhado devido à «incompetência» do seu Governo.

«Foi o falhanço do Governo socialista que pôs Portugal incapaz de enfrentar e suster a crise», disse Alberto João Jardim no jantar/comício do PSD-Madeira em Machico.

«Não se ligou nada aos sinais que os tempos estavam a dar, não se prestou atenção por incompetência», disse.

Realçou que Portugal vive «num manto de fantasias» de promessas que não foram cumpridas como o aumento do emprego e a não subida dos impostos e de reformas que não foram concretizadas, nomeadamente na educação, justiça e saúde.

«Não se vêem obras pelo País, todos reparam que o Sócrates nada tem para inaugurar e pouco ou nada tem para mostrar ao povo português a não ser o Magalhães», ironizou.

Considerou «ridículo» o facto do primeiro-ministro ir para reuniões internacionais distribuir o computador Magalhães onde é alvo «da risota dos estadistas internacionais».

«Ele dá-se muito bem com o Khadafi, com o Chávez e com outros dirigentes africanos mas não se sente bem no meio dos dirigentes europeus», declarou.

«Mas se eles, lá, no continente, gostam da loucura, estão no seu direito, não temos nada com isso» - acrescentou.

«Dizem que o povo do continente está satisfeito com estas loucuras do Sócrates. Se está satisfeito, então, é tão louco como ele», concluiu.

Contudo, Alberto João Jardim contrapôs: «Aqui, na Madeira, nós não estamos para aturar um certo número de coisas».

«Desde o Presidente da República ao mais humilde funcionário no continente que estamos fartos de tanto disparate», acrescentou.

Acusou o Governo de José Sócrates de querer criar dificuldades à Madeira não permitindo que a Região disponha dos meios para também poder enfrentar a actual crise como foi a pretensão negada pelo Orçamento Suplementar da Madeira poder recorrer ao endividamento.

«Dá impressão que nós não somos filhos da mesma Pátria, que nós não somos Portugal e que Cabo Verde, Angola e outros é que são, afinal, Portugal», concluiu.