O secretário-geral do PCP defendeu esta quinta-feira que as reuniões regulares com epidemiologistas sobre a pandemia de Covid-19 deveriam continuar, admitiu que ninguém o informou que iam acabar, o que revela “alguma deselegância”.

Pode ser precipitado acabar com estes encontros”, afirmou Jerónimo de Sousa aos jornalistas, depois de uma reunião com o Conselho Nacional da Juventude (CNJ), na sede do partido, em Lisboa, um dia depois de o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ter anunciado o fim destes encontros regulares entre políticos e epidemiologistas, na sede do Infarmed.  

Ao longo das reuniões sobre a situação do surto em Portugal, afirmou, “os cientistas deram contribuições importantes para caracterizar, encontrar caminhos que garantissem, no plano sanitário, a travagem do vírus”, dado que também se discutiram questões concretas, como a situação nos transportes ou nos lares.

E não vê uma “razão objetiva” para esta decisão, a não ser “por cansaço de alguns”, disse.

Dado que deixou de existir essa informação regular, Jerónimo foi questionado sobre se esta ser enviada para o parlamento, como propôs o Bloco de Esquerda, mas a resposta não foi direta.

“È mais interessante ouvir de viva voz os nossos cientistas e técnicos, que procuram dar uma contribuição com base no seu conhecimento e preocupação”, acrescentou.

/ SS