O PCP desdramatizou esta quarta-feira uma eventual campanha para as presidenciais, em janeiro, durante o estado de emergência, desde que sejam respeitadas “medidas de proteção sanitária”, como o uso de máscara e o distanciamento social.

Há que exigir o máximo de proteção sanitária, criando as condições para que os portugueses, além do medo de morrer, não tenham também o medo de viver”, afirmou o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, no final da audição, com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre a renovação do estado de emergência, de 24 de dezembro até 07 de janeiro, devido à pandemia de covid-19.

Jerónimo afirmou que eventuais restrições na campanha são “uma questão que não se coloca” e não foi colocada nem por Marcelo nem por ele próprio na reunião que tiveram hoje no Palácio de Belém, em Lisboa.

Mais importante do que fazer essa discussão é saber “como se sai desta situação” de epidemia e crise social e económica, disse e formulou um desejo: “Que o ano de 2021 seja melhor para todos nós.”

E tal como em relação à campanha eleitoral, o líder dos comunistas afirmou ser necessário cumprir os “princípios básicos para a proteção” durante as festas de Natal e Ano Novo e, embora compreendendo “a exigência do momento” com a epidemia, isso não deve impedir os festejos, lidando “com as cautelas, prevenção e proteção necessárias”.

Deixemos os portugueses desfrutar este momento”, pediu Jerónimo de Sousa, admitindo que o seu partido volte a votar contra o prolongamento do estado de emergência.

Uma das preocupações que manifestou foi quanto à necessidade do “reforço do SNS”, em meios, e fez um apelo aos portugueses para que se vacinem, logo que for possível, face às garantias de eficácia dadas “pela ciência”.  

O Presidente da República está hoje a fazer uma ronda de audiências com os partidos com representação parlamentar sobre a provável renovação do estado de emergência até 7 de janeiro.

De manhã, Marcelo Rebelo de Sousa recebe a Iniciativa Liberal (IL), Chega, Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV), partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), CDS e PCP. À tarde, é recebido o Bloco de Esquerda, PSD e PS.

Marcelo já informou que não falará ao país sobre a provável renovação do estado de emergência até janeiro, como fez anteriormente, por ser agora candidato presidencial.

A seguir, vai consultar o Governo sobre o "muito provável" decreto de renovação do estado de emergência de 24 de dezembro até 07 de janeiro, disse o Presidente, em 10 de dezembro.

/ LF