O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, garantiu hoje que o partido vai «procurar responder» à multa aplicada pelo Tribunal Constitucional (TC), mas afiançou que, «contra a subjetividade, é muito difícil lutar».

«Vamos procurar responder [à multa], fizemos um esforço para cumprir a nova lei», de financiamento dos partidos políticos, «mas contra a subjetividade é muito difícil lutar», afirmou.

Questionado pela Agência Lusa, em Évora, o secretário-geral do PCP reagia a uma notícia publicada na edição de hoje do jornal «Correio da Manhã», que revela que o TC «aplicou a 12 partidos políticos multas no valor total de 313 mil euros».

Segundo o jornal, as multas devem-se a irregularidades nas contas de 2007 relacionadas com o financiamento, tendo ao PCP sido «aplicada a coima mais elevada de sempre: 75 mil euros».

PSD, CDS e PS foram multados, respetivamente, em 65 mil, 60 mil e 45 mil euros, acrescenta o jornal, referindo ainda que os restantes partidos tiveram «multas mas baixas».

O líder comunista afirmou que, da leitura do acórdão, é possível verificar que «o grosso da fatia» da multa se deve a «itens subjetivos, particularmente em relação à Festa do Avante».

«Aqui pesa a questão da Festa do Avante. Se lerem o acórdão, verifica-se que» a multa é aplicada «por dúvidas, por coisas em que existem reservas, por argumentos subjetivos», embora existam algumas «irregularidades que será preciso corrigir».

«Como não temos certezas, multe-se» e isso «é um mau caminho, que nós, no plano político, vamos denunciar», frisou.

«O PCP é o alvo preferencial, a nossa Festa do Avante é o alvo preferencial, particularmente da entidade das contas, sem prova provada, com subjetividade. Mas podem estar descansados¿ que ¿a Festa do Avante continuará a ser uma realidade, além do partido, obviamente», ironizou.