Entre um enorme aparato policial e muitas crianças a tentar vislumbrá-la, a rainha da Jordânia, Rania Al Abdullah, foi esta terça-feira à Escola Básica Miguel Torga, na Amadora, conhecer o projecto Geração/Oportunidade, desenvolvido pela Fundação Calouste Gulbenkian, refere a Lusa.

Com alguns minutos de atraso, Rania Al Abdullah chegou à Escola Básica Miguel Torga, no Casal de São Brás, na Amadora, por volta das 13:10, rodeada de um forte dispositivo de segurança e sob muitos olhares curiosos dos moradores nos prédios em redor e de muitas pessoas que se «colaram» à rede da escola para ver a rainha da Jordânia.

A primeira dama portuguesa, Maria Cavaco Silva, que tinha chegado minutos antes, recebeu Rania Al Abdullah, juntamente com o presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Rui Vilar.

A visita teve como único objectivo dar a conhecer à Rainha da Jordânia o projecto Geração/Oportunidade, desenvolvido pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Câmara da Amadora, centrado nas crianças e nos jovens, e que tem como principal propósito prevenir os principais factores de exclusão social, nomeadamente o absentismo e o abandono escolares.

Uma das iniciativas que fazem parte do projecto é a Orquestra Geração, que baseia a sua metodologia no Programa das Orquestras Sinfónicas Infantis e Juvenis da Venezuela, que Rania Al Abdullah teve oportunidade de ver e ouvir.

A orquestra é constituída por 67 crianças e dirigida pela maestrina Beatriz Mantanilla, também ela formada no Programa das Orquestras Sinfónicas Infantis e Juvenis da Venezuela e que agora trabalha com estas crianças da Amadora.

Entre outros temas, a orquestra tocou a Marcha do Primeiro Dedo, Te Deum, de Charpentier, Il Grillito, uma música tradicional venezuelana e o Hino à Alegria.

Rania da Jordânia terminou desta forma a visita de Estado a Portugal de dois dias que fez com o marido, o Rei Abdullah II.

Entretanto, o rei da Jordânia, Abdullah II, convidou esta terça-feira o primeiro-ministro português para visitar o seu país, e uma delegação empresarial jordana deslocar-se-á em breve a Portugal para se inteirar da experiência portuguesa na área das tecnologias.

Segundo fonte diplomática nacional, o convite do rei Abdullah II a José Sócrates foi feito em São Bento, onde os dois responsáveis tiveram uma breve reunião e um almoço de trabalho «sempre em ambiente muito descontraído».

Com cerca de 15 minutos de atraso face à hora prevista, o monarca jordano foi recebido à entrada de São Bento, ao fim da manhã, pelo chefe do Governo português e pelo seu ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado.

Na residência oficial do primeiro-ministro encontrava-se também o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Basílio Horta.

De acordo com fonte diplomática, no final do encontro, tanto José Sócrates, como o rei da Jordânia, concordaram que é necessário intensificar as relações económicas entre os dois países, que são actualmente de valor muito reduzido.

Portugal vende por ano à Jordânia cerca de 20 milhões de euros, sobretudo em produtos químicos, agrícolas, máquinas e têxteis.

As importações nacionais são ainda mais reduzidas e limita-se praticamente a adubos.

Em termos políticos, segundo fonte diplomática, a conversa entre José Sócrates e o rei jordano incidiu principalmente sobre a questão do Médio Oriente, processo em que a Jordânia está a fazer uma forte pressão diplomática para uma aproximação entre as partes israelita e palestiniana.
Redação / CR