Há novos documentos que reforçam a prova de que a Câmara de Loures contratou a título pessoal o genro do secretário-geral do PCP. São os contratos assinados entre a autarquia e Jorge Bernardino e que contrariam as declarações do presidente da Câmara de Loures, Bernardino Soares, segundo o qual, o contrato foi feito em nome de uma empresa e não em nome individual.

São cinco contratos - um de 2015, dois de 2016 e mais dois de 2017. Todos com o nome de Jorge Bernardino, o número de contribuinte pessoal e a morada de residência. E estes cinco são por ajuste direto. Apenas um, o sexto contrato, datado do ano passado, foi por consulta prévia.

Ao todo, Jorge Bernardino ganhou contratos no valor de 150 mil euros. Apenas num só contrato, auferiu 11 mil euros mensalmente. E, no mês de outubro, ganhou este valor para mudar oito lâmpadas e dois casquilhos.

No programa “Deus e o Diabo”, moderado por José Eduardo Moniz, a jornalista Ana Leal, que coordenou a investigação, mostrou, ao vivo, os documentos, em que é possível ver as provas que contrariam a tese do presidente da Câmara de Loures, que garantiu que os contratos foram feitos com uma empresa e não com Jorge Bernardino.

Depois de um comunicado emitido ainda na noite de quinta-feira, Jerónimo de Sousa reagiu de viva voz às provas apresentadas pelo jornalista André Carvalho Ramos, na reportagem original.