O coordenador autárquico do PSD, José Silvano, apontou este sábado como objetivo para as eleições de 26 de setembro “inverter o ciclo” de descida do partido e conseguir “mais câmaras, mais eleitos locais e mais percentagem do que em 2017”.

Quando dizem que não temos objetivos definidos acabo de o anunciar: mais presidentes de câmara, mais eleitos locais e mais percentagem do que em 2017”, apontou o também secretário-geral do PSD, José Silvano, na abertura do Fórum Nacional Autárquico do PSD, que começou em Faro sem a presença do presidente do partido, Rui Rio.

Rio chegou ao Teatro das Figuras, onde decorre o Fórum, cerca das 17:15, sem declarações aos jornalistas à entrada, e foi recebido com um aplauso da sala onde decorre o Fórum.

Para Silvano, o objetivo comum quer da comissão nacional autárquica a que preside quer da direção nacional é “inverter o ciclo político de descida do PSD” em várias eleições autárquicas”.

O objetivo é e continua a ser inverter este ciclo, começar a recuperar câmaras e eleitos locais, que sejam cada vez mais para implantar o PSD no território nacional”, anteviu.

Em 2017, o PSD teve o seu pior resultado autárquico de sempre (e que levou à demissão do então presidente Pedro Passos Coelho): os sociais-democratas perderam oito câmaras em relação a 2013 e conquistaram 98 presidências (79 sozinhos e 19 em coligação), cerca de 13.500 eleitos locais, embora sem grandes variações em termos de votos e percentagens, tendo o partido somado, sozinho, 16,08% dos votos (contra os 16,7% de 2013).

Estamos convictos que escolhemos os melhores candidatos possíveis para todo o país”, afirmou, defendendo ser essa “a obrigação” de qualquer partido, já que, depois, só a população de cada concelho lhe pode dar ou não a vitória.

Na sua intervenção, o coordenador autárquico do PSD disse ainda “ser falso” que o processo de escolha dos candidatos no partido tenha sido “atribulado” e com “muitos episódios de divergência” entre as estruturas locais e a estrutura nacional”.

Em 308 municípios, apenas houve sete casos que não foram consensuais entre as estruturas locais e a direção nacional. Tiveram mais repercussão esses sete do que os 301 onde houve consenso”, lamentou.

José Silvano fez ainda uma caracterização dos candidatos apresentados pelo PSD, salientando que, dos mais de 64.000, quase 27 mil são independentes, perto de 29 mil são mulheres (44.6% do total) e 14.100 têm até 30 anos.

“Devemos trabalhar de cabeça erguida e com esperança, com toda confiança - contrariando as sondagens se for preciso - de que vamos atingir estes objetivos e que o PSD vai ter um grande resultado no dia 26 de setembro”, afirmou.

/ AG