O PSD negou hoje que o presidente do partido, Rui Rio, tenha afirmado que “nunca deixa cair os amigos” para defender o seu secretário-geral, José Silvano, no caso das falsas presenças do plenário do Parlamento.

Uma nota do gabinete de comunicação do PSD “nega perentoriamente” que Rui Rio tenha dito que “nunca deixa cair os amigos” para defender José Silvano, numa reunião realizada na segunda-feira em Viseu.

Quem divulgou essa inequívoca mentira visa dar a entender que, no exercício de funções públicas, o líder do PSD não respeita regras éticas quando possam estar em causa pessoas de relacionamento muito próximo”, refere a nota social-democrata.

Pelo contrário, “Rui Rio, não só não disse isso, como toda a sua vida pública demonstra rigorosamente o contrário”, acrescenta o PSD.

A ideia que o presidente do PSD transmitiu claramente foi que a falta de cumprimento dos princípios éticos não é aproveitar-se oportunisticamente da condenação mediática de alguém, mas sim ter a coragem de ser justo na apreciação dos factos”, sustenta o partido

Segundo a mesma nota, Rui Rio terá mesmo dito que “seria um canalha se se aproveitasse da fragilidade de terceiros para defesa cobarde da sua própria imagem”.

Rui Rio fez esta afirmação “depois de a plateia ter percebido e aceite as explicações de José Silvano e o exagero que foi dado a este caso”.

O gabinete de comunicação social-democrata reagia a uma notícia divulgada ao final da tarde de hoje pela agência Lusa, citando fontes presentes na reunião, de que Rui Rio terá afirmado que “não deixa cair os amigos”, para justificar o apoio dado ao secretário-geral, José Silvano.

De acordo com relatos feitos à Lusa da reunião - que durou cerca de quatro horas -, foi o próprio Rui Rio que levantou o assunto, notando que não lhe tinha sido colocada qualquer pergunta sobre a polémica que marcou a semana passada.

Perante o desafio, foi questionado por um militante sobre como compatibilizava o caso de Silvano com o “banho de ética” que prometeu quando se candidatou à liderança do partido.

Na resposta, Rio desvalorizou a polémica, negando que o secretário-geral tivesse agido de forma a receber indevidamente ajudas de custo.