“Passa pela cabeça de alguém que eu tivesse 23 milhões de fortuna escondida e não tivesse nenhum documento para ter acesso? Nem um cartão de crédito? Um papel?”


primeira entrevista televisivaTVI



todas estas acusações

“Ao fim destes dois anos e meio de investigação, e este ano em que estivemos presos eu pergunto: em matéria de corrupção, há algum depoimento ou documento que me comprometa? Não, só há depoimentos que me ilibam, completamente, que mostram quão vazio é tudo isto. E só há documentos que dizem exatamente o mesmo. É difícil de acreditar, não é?”




é uma pessoa honesta

“Disseram que o dinheiro que o meu amigo tinha na Suíça era meu, (…) em nenhum documento dessas contas eu apareço, nem como projeto de transferência, nem como beneficiário, nem como titular, nem [em] nenhum documento que permita ter acesso a essas contas. Mais: em todas as buscas que fizeram, e foram mais do que uma centena, não encontraram nenhum documento que permita sequer sustentar a tese que tinham de que eu era o proprietário desse dinheiro.”

Eu expliquei ao juiz: devo ser a única pessoa no mundo que no ano de 2014, o ano em que fui detido, tinha 23 milhões como fortuna escondida, e só nesse ano já tinha pedido três empréstimos à Caixa Geral de Depósitos. Isso é, aliás, absurdo, como expliquei: como é que você pode acusar alguém de ser o ‘testa de ferro’ de outro? Só se tiver alguma indicação, que o sustente", acrescentou.


“Passa pela cabeça de alguém que eu tivesse 23 milhões de fortuna escondida e não tivesse nenhum documento para ter acesso? Nem um cartão de crédito? Um papel?”


Regime Excepcional de Regularização Tributária




A vida “abastada” e o apartamento de Paris


“Eu disse a Carlos Santos Silva: 'a minha mãe vai vender a casa, queres comprar?' E ele decidiu comprar, por um preço acordado entre ele e a minha mãe: 600 mil euros. Agora dizer que esse negócio foi forjado? Dizem que é forjado porque o preço é alto? Pois eu tenho uma novidade: é que eu vendi agora a minha casa que é no 3º andar, a casa da minha mãe era no 4º andar e era mais valiosa, e vendi por 675 mil euros. A minha mãe vendeu por 600 mil, onde é que está aqui a base para suspeitar seja do que for?”












“Há para aí muita gente a dizer agora que como não há crime, há pecado. Vejo para aí uns tantos armados agora em brigada de bons costumes. ‘Ah, ele aceitou ser ajudado por um empresário’. Não, eu aceitei ser ajudado por um amigo de há quarenta anos, com quem tenho uma relação fraternal.”


“Isso não aconteceu. Tenho uma ideia bem precisa do que ele me emprestou e o que fiz foi, quando fui preso, estava em Évora, pus a minha casa à venda e paguei, para já, 250 mil euros ao meu amigo e vou-lhe pagar o restante. As contas ainda não estão completamente saldadas. Preciso de conversar com ele para saber exatamente o que é que ainda lhe devo. Estou proibido pelo tribunal.”


“Não era generosidade. Estamos a falar de empréstimos. Planeei e planeio pagar. (…) Algumas dessas expressões são verdadeiras mentiras, nunca me referiria a dinheiro como ‘traz-me daquilo que eu gosto’, isso é mentira. Se essa expressão existe nas escutas, interpretá-la dessa forma só pode ser de uma mente doente.”