Ao fim de uma semana e a quatro dias de terminar a campanha para as eleições legislativas, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) já recebeu 70 participações, entre pedidos de esclarecimento e queixas sobre o processo eleitoral, escreve a Lusa.

Entre as frequentes queixas de partidos por tratamento discriminatório ou diferendos sobre a exposição de propaganda nos espaços públicos, até perguntas de candidatos sobre a possibilidade de participarem em seminários científicos no dia das eleições ou pedidos para instalação de câmaras de vigilância em secções de voto, todas as semanas têm chegado várias dezenas de participações à CNE.

«Até agora, são tudo queixas consideradas normais durante os processos eleitorais», afirmou à Lusa o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Nuno Godinho de Matos.

Apesar de considerar que estes são incidentes próprios de um processo eleitoral, Godinho de Matos lamenta que, em todos os actos eleitorais em que esteve envolvido como membro da CNE, tenham chegado queixas de cidadãos sobre cobranças indevidas por emissão de certidões de eleitor.

Entre os processos com maior projecção estão a queixa feita por cidadãos de Coimbra contra a pintura da CDU nas Escadas Monumentais da cidade, que entretanto a CNE já considerou não ser ilegal, e o tempo de antena do PND que compara Alberto João Jardim a Hitler, cuja suspensão já foi rejeitada pelo Tribunal Constitucional.

À CNE já chegaram ocorrências relatadas por cidadãos, juntas de freguesia, autarquias, rádios, pequenos partidos e também todos os partidos com assento parlamentar.

Segundo o documento enviado à Lusa, na segunda-feira a CNE tinha ainda 23 participações pendentes ou à espera de deliberação.