O papel dos privados na saúde é o tema mais fraturante entre os partidos. O partido ssocialista não garante acabar com as parcerias público-privadas... mas promete não fazer novos contratos. Já o PSD prefere dar prioridade ao Sistema Nacional de Saúde, mas admite recorrer às PPP sempre que for necessário.

Já o CDS-PP recusa acabar com as parcerias público-privadas na saúde, para que todos os cidadãos consigam ter acesso aos cuidados de saúde, posição completamente diferente da esquerda... PCP e Bloco querem o fim da gestão privada de hospitais públicos.

Mais investimento, mais profissionais, médico de família para todos e o fim das listas de espera são promessas que reunem consenso entre todos. Uns vão mais longe... CDU e Bloco de Esquerda querem o fim das taxas moderadoras... O PS quer eliminar o pagamento, mas por fases.

O CDS-PP aposta numa ADSE para todos e não só para os trabalhadores da função pública... Quer a criação do papel do enfermeiro de família e garantir o acesso a consultas de especialidade no público ou no privado quando o tempo máximo de resposta no SNS for ultrapassado.

O PSD quer o mesmo, mas através da emissão de vouchers. Tenciona também taxar ainda mais a comida com excesso de açúcar e sal e defende um programa de ambulatório para idosos carenciados.

No programa do PS, um dos objetivos é subsidiar óculos para todas as crianças até aos 18 anos; outro é o alargamento do cheque-dentista a todas as crianças entre os 2 e os 6 anos. Noutra frente, os socialistas prometem a construção de novos hospitais.

A CDU quer que os medicamentos para doentes crónicos, familias carenciadas e doentes com mais de 65 anos sejam gratuitos.

O PAN quer garantir que todas as crianças com excesso de peso tenham uma nutricionista e aponta à contratação de 200 psicólogos já na próxima legislatura. A saúde mental é também uma área a ser reforçada para o Bloco de Esquerda, tal como a saúde oral... Sobre os medicamentos, apostam na produção do Estado.

A eutanásia é um assunto em que poucos tocam... O PAN quer a despenalizar a morte medicamente assistida; o CDS-PP é contra.