Dois anos depois das eleições autárquicas, os portugueses são chamados às urnas para decidir o Governo e os representantes em Bruxelas no pós-Brexit. Os madeirenses são ainda chamados uma terceira vez para as eleições para a Assembleia Regional.

Quatro anos depois de uma histórica solução governativa, os portugueses são chamados às urnas para decidir o futuro Governo do país. É a 6 de outubro que se sabe quem vai conduzir o país até 2022.

Em 2015, a coligação PSD/CDS, Portugal à Frente, ganhou as eleições, mas foi o PS que acabou por governar. Um acordo histórico à esquerda permitiu que, pela primeira vez, um governo “sem maioria” chegasse ao fim do mandato.

Nos últimos quatro anos a economia cresceu, a dívida baixou, e concluiu-se o pagamento da dívida contraída ao FMI em 2011, mas o país está paralisado como nunca antes. O último semestre de 2018 fica marcado por greves em todos os sectores públicos do país, da saúde à educação, passando pela justiça e transportes.

As últimas legislativas ficam ainda marcadas pela estreia de um novo partido na Assembleia da República, algo que não acontecia desde 1999 com a eleição de dois deputados pelo Bloco de Esquerda.

Há várias interrogações sobre o próximo ato eleitoral: Conseguirá o PS uma maioria absoluta? Haverá uma nova geringonça? Conseguirá um PSD dividido fazer face ao PS? O CDS vai conseguir uma surpresa como nas autárquicas em Lisboa? Como se vai comportar o eleitorado do PCP e BE depois de quatro anos a suportar o Governo? O PAN vai continuar ou reforçar a representação parlamentar? Perguntas para as quais teremos respostas num balanço de 2019.

Antes das legislativas, é a 26 de maio que os eleitores são chamados para decidir os 21 representantes portugueses no Parlamento Europeu. Numa altura em que temas como o artigo 13 e a saída do Reino Unido marcam a atualidade, os portugueses têm na mão o poder de decidir quem são os representantes em Bruxelas nos próximos cinco anos.

Em 2014 o PS, numa lista encabeçada por Francisco Assis, venceu as eleições e elegeu oito deputados contra 7 da Aliança Portugal. A coligação formada por PSD e CDS, que em 2018 não deve concorrer em conjunto, saiu derrotada do acto eleitoral.

As grandes surpresas das últimas europeias foram a eleição de dois deputados pelo MPT (Movimento Partido da Terra), numa lista encabeçada por Marinho e Pinto e a derrota do Bloco de Esquerda que perdeu dois dos três deputados eleitos em 2009.

A cinco meses do ato eleitoral, apenas o Bloco de Esquerda apresentou a cabeça de lista, será Marisa Matias, uma vez mais, a concorrer ao Parlamento Europeu. Nos restantes partidos, Francisco Assis, do PS, Paulo Rangel do PSD, Nuno Melo do CDS e João Ferreira da CDU, são escolhas prováveis para encabeçar as listas.

O último ato eleitoral do ano, à semelhança das legislativas, está marcado para setembro/outobro na Madeira. As eleições para a Assembleia Legislativa são um teste ao poder dos sociais democratas na ilha. Miguel Albuquerque, atual presidente regional, vai enfrentar Paulo Cafôfo, atual presidente da Câmara Municipal do Funchal.

A dez meses das eleições, o PSD corre o risco de perder o consulado de décadas na Madeira. As sondagens mostram ainda que a solução governativa no arquipélago pode passar por uma geringonça.