"Nesta fase da vida nacional, não é possível apresentar um programa sem apresentar contas. No caso do PS foi duro, porque durante muito tempo fomos criticados por não fazermos promessas, mas apresentámos depois um cenário macroeconómico com o estudo do impacto e da exequibilidade de cada medida que propusemos", declarou o secretário-geral do PS.







"Não nos podemos estar sempre a desculpar com as heranças"



"Não nos podemos estar sempre a desculpar com as heranças, eu também já tive heranças e as heranças em política não são aceites a benefício de inventário. Quando temos uma herança, atacamos os problemas e procuramos resolvê-los", começou por responder o líder socialista, concordando com a perspetiva defendida pelo antigo ministro dos executivos liderados por Cavaco Silva.








"Não há comparação entre uma medida de natureza conjuntural que visa relançar a economia nos próximos três anos [proposta do PS] e uma alteração estrutural do financiamento da Segurança Social como o plafonamento [proposto pela coligação PSD/CDS] para o futuro do sistema. Não é possível comparar uma medida que produz efeitos três anos com outra que produzirá seguramente efeitos de retirada de receitas pelo menos ao longo das próximas duas gerações", alegou o líder socialista.