António Costa diz que a “maioria de valor reforçado” que Carlos César pediu no sábado é aquela que os portugueses decidirem dar. As declarações do secretário-geral socialista foram dadas aos jornalistas durante uma arruada na praia da Aguda, em Vila Nova de Gaia, este domingo. A caravana socialista passeou nesta terra de mar e de pescadores.

Dez e meia da manhã, é uma manhã fresca e cinzenta na Praia da Aguda. Dois pescadores, que vendem marisco acabado de sair do barco, tiram das redes percebes e mexilhão.  

“É sete euros e meio”, diz um deles a quem por ali passa. “Tão caro”, replica uma mulher. “Olhe, a fatura da luz também não sobe?”, pergunta o pescador.

Podia ser apenas mais uma manhã de domingo na marginal da praia da Aguda: há pessoas a correr, outras só a passear, umas em família, algumas com cães, muita gente a comprar peixe fresco. Mas a faixa que se ergue à entrada da rua de acesso à praia deixa adivinhar o que vai acontecer: “Aguda recebe António Costa de braços abertos”, lê-se na faixa que apresenta a imagem do líder socialista.

Eram cerca de 11:00 quando a caravana socialista chegou à Estação Litoral da Aguda. Mais uma vez acompanhado de figuras importantes do partido, como Carlos César, Ana Catarina Mendes, José Luís Carneiro, Alexandre Quintanilha e Manuel Pizarro, o líder do PS passeou à beira-mar durante cerca de uma hora.

Costa distribuiu cumprimentos, tirou fotografias, afagou os cães que foi encontrado pelo caminho, num cenário muito idêntico ao que já tinha acontecido em Espinho, fazia precisamente uma semana.

Percorreu as esplanadas, entrou numa peixaria, falou com os comerciantes, foi ao quartel de bombeiros falar com os operacionais.

Os populares, por sua vez, deixaram as suas ânsias e os seus apelos, como o fim da corrupção - “meta-os lá dentro, seja firme!” - ou a redução da reforma de quem trabalha em IPSS.

Muitos aproveitaram para lhe desejar as melhoras, depois de, na sexta-feira, Costa ter sido assistido no hospital, devido a dores musculares e de costas.

Pelo meio, houve tempo para uma questão mais política: interrogado pelos jornalistas sobre o apelo que Carlos César fez no sábado, no comício em Guimarães, para “uma maioria de valor reforçado”, o secretário-geral socialista respondeu que essa "maioria de valor reforçado" é a que os portugueses decidirem dar.