António Costa diz que “não há governos de mãos livres, mas também não há governos de mãos atadas”. Por isso, o secretário-geral socialista pediu “mais força ao PS” para que o partido “seja capaz de chegar a acordo, mas que também seja capaz de dizer não em nome do interesse nacional”.

O último dia de campanha do PS arrancou com o tradicional almoço na Cervejaria Trindade, em Lisboa. Numa sala cheia, com muitas figuras de peso do partido, como o antigo Presidente da República Jorge Sampaio ou o presidente do partido, Carlos César, o líder socialista apelou ao voto, afirmando que “com o PS não haverá radicalismos”, mas “o país também não andará para trás”.

Comigo e com o PS não haverá radicalismos, mas sabem também que comigo e com o PS não voltaremos a andar para trás nos resultados que conquistámos nestes quatro anos”, frisou.

Costa começou por dizer que o partido já esteve ali, na Trindade, “com sondagens piores”, mas que “por um voto se ganha e por um voto se perde” e, por isso, todos os votos são necessários no domingo.

Estamos agora na reta final, já aqui estivemos com sondagens piores, mas não são as sondagens que mudam uma reta fundamental. Por um voto se ganha e por um voto se perde, se queremos ganhar no próximo domingo todos os votos são necessários”, acrescentou.

Por isso, apelou aos apoiantes que não fiquem “tranquilos e acomodados com as sondagens que dão bons resultados".

Não fiquem tranquilos e acomodados com as sondagens que dão bons resultados, mas fiquem com a consciência de que é votando que conseguimos uma vitória do PS”, concluiu.

Neste almoço discursaram também Duarte Cordeiro, que falou para os indecisos, e Helena Roseta, que se apresentou como independente, mas que quis dar o seu “contributo” nesta campanha eleitoral. Roseta veio falar do problema da habitação, afirmando que as leis que foram alteradas tiveram o apoio de António Costa e a colaboração dos partidos de esquerda.