O candidato à liderança do PSD, Pedro Passos Coelho, defendeu esta segunda-feira, em Ansião, a necessidade de um congresso para actualizar o programa do partido e um novo quadro estatutário.

«Espero que possamos ter num futuro próximo um congresso que possa aprovar a actualização do nosso programa e um novo quadro estatutário para o PSD», afirmou Pedro Passos Coelho num discurso dirigido num almoço a cerca de 80 apoiantes.

O candidato considerou que tal congresso só deve «ocorrer depois de um amplo período de debate intenso nas secções, nas distritais», no qual devem participar os militantes do PSD, mas também os simpatizantes.

«É natural que chamemos os nossos simpatizantes a discutir sobre a actualização do nosso programa e isso depois deve ser aprovado num congresso nacional», declarou, sustentando que esta é uma oportunidade de «preparar uma revisão estatutária de fundo, que seja coerente, que não tenha umas medidas desgarradas e que possam permitir que o PSD tenha uma maneira de funcionar mais moderna, mais actual, que consiga habilitar as nossas estruturas a uma intervenção mais exigente».

Segundo o candidato, também num próximo congresso haverá a oportunidade de corrigir a alteração estatutária (proposta por Pedro Santana Lopes) aprovada este fim-de-semana no congresso do PSD.

«Numa próxima oportunidade, num próximo congresso, haveremos com certeza de subscrever uma proposta de alteração estatutária que remova este novo instituto que foi criado», anotou. Passos Coelho declarou-se convencido que esta alteração foi aprovada «sem a grande maioria dos congressistas se ter apercebido verdadeiramente do que estava a votar», embora reconheça a decisão «soberana» do congresso.

«Mas não foi uma decisão que tivesse sido correcta, julgo eu», afiançou, acrescentando: «Não foi bom que aquela alteração estatutária tivesse sido aprovada, mas estou convencido que hoje se aquele colégio de congressistas tivesse de voltar a pronunciar tendo uma noção rigorosa do que estava a ser votado, a minha convicção é de que aquela norma não teria sido votada».