O Governo português não tem indicações de que haja cidadãos nacionais entre as vítimas mortais das explosões que esta terça-feira sacudiram Beirute, capital do Líbano, disse à Lusa a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes.

Até ao momento, não temos nenhuma informação sobre qualquer português que tenha falecido ou que esteja gravemente ferido”, disse Berta Nunes numa chamada telefónica com a Lusa, acrescentando: “Também não temos reporte de feridos ligeiros, apenas de danos materiais”.

A secretária de Estado das Comunidades apontou que a Embaixada de Portugal em Nicósia, no Chipre, “está a contactar todos os portugueses inscritos no consulado e que têm contacto” e que, “de uma forma geral, nas mensagens recebidas, estão todos bem”.

Berta Nunes assinalou que entre os portugueses no território libanês “alguns estão de férias”.

A secretária de Estado das Comunidades Portuguesas abordou que, apesar de haver um contacto com as autoridades do Líbano, não foi possível contactar o cônsul honorário, uma vez que, “como vivia na zona onde houve a explosão, pode estar impedido" ou “não ter comunicações”.

Vamos continuar a acompanhar a situação através da nossa embaixada, através da delegação europeia no Líbano, contactando também as autoridades locais e estaremos a acompanhar permanentemente, tentando saber se há portugueses que necessitem de ajuda ou se há portugueses com algum tipo de problema”, concluiu Berta Nunes.

Uma forte explosão sacudiu esta terça-feira o porto de Beirute, semeando o pânico e causando um enorme cogumelo de fumo no céu da capital libanesa, disseram as autoridades libanesas.

De acordo com os dados mais recentes, avançados pela Cruz Vermelha libanesa, mais de 100 pessoas morreram e perto de 4.000 ficaram feridas. 

Segundo um canal televisivo do país, o material armazenado era nitrato de sódio, um composto químico muito inflamável.

O Presidente libanês, Michel Aoun, convocou uma “reunião urgente” do Conselho Superior de Defesa e Hassan Diab declarou um dia de luto nacional, na quarta-feira, “pelas vítimas da explosão”.

O Conselho Superior de Defesa recomendou a declaração de estado de calamidade para todos os bairros de Beirute.

A França e os Estados Unidos já prometeram ajuda humanitária para o Líbano.

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, disse hoje que a França está “ao lado do Líbano” e ofereceu ajuda.

A França permanece e sempre estará ao lado do Líbano e dos libaneses. Estaremos prontos para prestar assistência de acordo com as necessidades expressas pelas autoridades libanesas”, afirmou o chefe da diplomacia francesa.

Também o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, lamentou “a horrível tragédia” e prometeu “toda a ajuda necessária" no salvamento dos milhares de feridos provocados pelas explosões

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