O cabeça de lista do CDS-PP às eleições legislativas da Madeira, José Manuel Rodrigues, disse esta quinta-feira que o Governo Regional, liderado por Alberto João Jardim, gastou neste mandato «aquilo que tinha e aquilo que não tinha», noticia a Lusa.

«Este Governo Regional, do PSD, não teve ao longo deste mandato qualquer tipo de propriedades e gastou aquilo que tinha e aquilo que não tinha, aquilo que podia e aquilo que não podia e, por isso, conduziu-nos a esta situação financeira gravíssima de ruptura nas finanças públicas regionais», afirmou José Manuel Rodrigues.

O candidato participava na última acção do partido sobre o «rasto da dívida», que decorreu na marina do Lugar de Baixo, no concelho de Ponta do Sol.

José Manuel Rodrigues, que é também deputado do CDS-PP na Assembleia da República, declarou que o partido demonstrou nas últimas três semanas que «há um conjunto de investimentos e obras públicas de mais de 200 milhões de euros que não servem absolutamente para nada».

«Só constituem despesa pública, não tendo qualquer retorno económico ou qualquer retorno social para as populações», sublinhou, destacando que o ciclo terminou na marina que classificou como «o expoente máximo do despesismo, do esbanjamento, da falta de planeamento do Governo Regional».

Segundo José Manuel Rodrigues, neste espaço «estão enterrados cem milhões de euros sem que sirva absolutamente para nada».

Durante as últimas semanas, o CDS-PP deu a conhecer «centros cívicos sem utilidade, matadouros fechados, heliportos sem certificação, infra-estruturas das sociedades de desenvolvimento sem uso ou parques empresariais em empresas», explicou o cabeça de lista.

«É por isso que em Outubro temos que alterar a situação política na Madeira e a correlação de forças entre os partidos no sentido de ter um novo governo que saiba governar com aquilo que a Madeira tem, de receitas próprias, de apoios do Estado e da União Europeia», defendeu José Manuel Rodrigues.

Nas eleições legislativas regionais de 2007, o CDS-PP foi a quarta força política mais votada, depois do PSD, PS e CDU, com 5,34 por cento dos votos e dois dos 47 deputados no Parlamento da Madeira.

O PSD teve uma votação de 64,24 por cento e elegeu 33 deputados.
Redação