Alberto João Jardim disse este sábado ter dado uma lição de «cúmulo de democracia» na região da Madeira ao pedir no XII congresso regional do PSD uma salva de palmas para o seu sucessor, mesmo sendo desconhecida a sua identidade, escreve a agência Lusa.

«Em 2011, daqui a três anos estará a falar um novo líder, espero que lhe dêem todo o apoio como me deram ao longo da vida. Por isso, peço uma salva de palmas para ele, sem saber quem é o próximo», disse o líder do PSD/Madeira.

Jardim destacou que esta manifestação constituía uma «promessa» de que seja quem for o eleito «terá a ajuda de todos no partido».

«Isto é que é o cúmulo da democracia, aplaude-se mesmo fazendo confiança sem saber o nome, uma coisa que as democracias do século XIX lá no rectângulo não entendem», declarou.

Histórias da carochinha

Pediu que «não atrapalhem os objectivos eleitorais do PSD/M com histórias da carochinha, como os "delfins" ou sucessores», acrescentando que o partido tem «mecanismos próprios para resolver esses problemas».

«Para mim o ideal é que quando for às eleições para a comissão política ter um consenso que abarque todos», apontou.

Sem faca e alguidar

Avisou que «não estejam à espera de drama de faca e alguidar» à volta da questão da sucessão, sustentando que este «será se calhar o seu último trabalho como líder do partido».

Destacou que, tendo em conta a actual situação do PS, «pé de chinelo, sem qualidade», o PSD/M vai ter «condições de fazer com calma a mudança de líder no partido».

«Na moção está o critério, vamos como que com uma lâmpada procurar quem reúne as condições. Estou certo que isto será mais uma empreitada que o PSD vai ganhar», afirmou.

Uma armada

Avisou que o partido tem de funcionar como «uma armada», sem «discussões internas», dizendo: «beliscões e arregaços de beiças é cá dentro, lá fora não nos podemos expor».

«Eu serei o primeiro a ajudar a queimar quem se esteja a promover na comunicação social contra os interesses do partido», avisou Jardim.

Garantiu ainda que depois de deixar a liderança «estará sempre à disposição para fazer tudo o que o novo líder lhe peça».

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Portugal Diário