A Inspeção Geral da Administração Interna, por decisão do Ministério, vai abrir um processo administrativo com o objetivo de esclarecer o caso da jovem colombiana Nicol Quinayas, que foi insultada e agredida no Porto por um segurança que prestava serviços à empresa de autocarros STCP, na noite de S. João

O Ministro da Administração Interna garante que não tolerará fenómenos de violência nem manifestações de cariz racista ou xenófobo", salienta o comunicado do MInsitério da Adminsitração Interna.

A decisão do ministro surge como resposta à indignação gerada junto dos partidos políticos na quinta-feira, recordando o ministro que “estão em processo legislativo as alterações à Lei da Segurança Privada”.

Na sequência das questões suscitadas hoje por vários partidos parlamentares, relativas a uma ocorrência envolvendo uma cidadã colombiana no Porto, o Ministério da Administração Interna informa que, através da Inspeção Geral da Administração Interna, foi aberto um processo administrativo, que visa o esclarecimento da situação junto da Polícia de Segurança Pública", refere o comunicado.

O caso das agressões à jovem de 21 anos ocorreu no passado domingo, quando foi impedida de entrar num autocarro por um segurança que aterá agredido. Nicol teve de ser transportada para o Hospital Santo António, apresentando um traumatismo facial.

Depois de o caso se ter tornado público, inicialmente pelas redes sociais e depois pelos jornais, a SOS Racismo condenou a agressão à jovem, que reside em Gondomar, no distrito do Porto.

Segundo uma fonte da PSP do Porto, a jovem, com família colombiana mas com nacionalidade portuguesa, "apresentou queixa por agressão ocorrida na noite de São João", no momento em que "aguardava na fila para entrar num autocarro da STCP".

Já a empresa de segurança privada 2045 revelou ter iniciado um processo de averiguações interno relacionado com a agressão.

Em comunicado, a 2045 confirmou a "ocorrência na [empresa] STCP do Porto, na noite de São João, pelas 05:30/06:00", e acrescenta que esta "foi comunicada à PSP, que esteve presente no local".

O processo de averiguações interno está a decorrer", indica a empresa, não adiantando quando o concluirá.

Sem nunca mencionar a acusação de "motivações racistas" avançada pela agredida, a 2045 refere, no entanto, ter "cerca de 3.000 funcionários, entre vigilantes e colaboradores da estrutura", que incluem "elementos de várias etnias", assegurando não haver "qualquer tipo de descriminação de nacionalidade, religião, raça ou género".

/ atualizada às 07:21