O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior esteve este domingo na TVI24, no dia em que foram conhecidos os resultados das candidaturas à primeira fase do Ensino Superior. Com mais de 51 mil colocações, uma das preocupações para o novo ano letivo é o alojamento dos alunos, uma vez que há um acréscimo de 15% de estudantes em relação ao ano anterior. Manuel Heitor garante que este ano "há mais camas".

Ontem [sábado] estavam 10.500 camas disponíveis", referiu, relembrando que outras 2.500 deverão ficar disponíveis entretanto.

O governante referiu que os recursos foram definidos tendo por base as regras de segurança relativas à pandemia de covid-19.

Relativamente aos preços das residências, o ministro referiu uma redução de 13% dos preços médios e de 20% dos preços mínimos, em valores comparados com o ano passado.

Acreditamos que vamos conseguir ter camas para todos os estudantes", acrescentou.

Manuel Heitor destacou a diversificação das colocações, apontando a subida de inscrições em zonas do Interior do país e também no ensino politécnico.

Questionado sobre a possibilidade de os professores universitários que façam parte de grupos de risco ficarem em casa, o governante afirma que esse é o protocolo previsto, ainda que delegue autonomia de decisão para cada instituição.

Sobre a temática das praxes académcias, o ministro afirmou que entrou em contacto com os dirigentes estudantis na tentativa de sensibilizar para o cumprimento das normas de segurança. Manuel Heitor destacou ainda outras formas de integrar os novos alunos

Sempre repudiei e sempre vou repudiar as manifestações mais humilhantes associadas às praxes. Deixo um apelo a todos os estudantes para não recorrerem a ajuntamentos ou a práticas menos dignas daquilo que é o apelo à liberdade", afirmou.

António Guimarães