Marcelo Rebelo de Sousa admitiu esta sexta-feira que as famílias podem ter de repensar o Natal, em caso de agravamento da pandemia de covid-19. 

O Presidente da República falava aos jornalistas no Hospital de Braga e admitiu que é necessário fazer um esforço ao nível da convivência: "É preciso repensar o Natal em família? Repensa-se o Natal em família", sublinhou. "Divide-se o Natal pelas várias componentes da família". 

Marcelo disse ainda que é preciso repensar "os programas que se tem com os amigos ou a convivência social", sendo necessária uma precaução adicional "neste período que é o período de pico que estamos a viver e vamos viver", acrescentou. 

O Presidente não quis falar sobre uma eventual recandidatura nas eleições presidenciais do próximo ano, escusando-se a responder às perguntas dos jornalistas. 

Presidente da República "convicto" da aprovação do orçamento

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou-se ainda “convicto” de que o Orçamento do Estado para 2021 vai ser aprovado a tempo de poder ser aplicado a partir de 1 de janeiro.

Em Braga, à margem de uma visita ao hospital da cidade, Marcelo sublinhou que o Orçamento para 2021 é “muito especial”, por ser o primeiro no quadro da crise provocada pela pandemia de covid-19.

O que eu espero, e estou convicto disso, é que no final de novembro nós tenhamos o Orçamento aprovado para poder ser aplicado a partir de 1 de janeiro de 2021”, referiu.

O Presidente sublinhou que o Orçamento poder ser aplicado logo a partir do início do ano “é bom para Portugal e para os portugueses”.

Ao longo do período anterior, houve momentos em que estive preocupado, ou até muito preocupado, quanto à aprovação do Orçamento. Espero que estejam reunidas as condições para, nas várias votações, ser possível chegar àquilo que é bom para Portugal e para os portugueses: o Orçamento em condições se começar a ser aplicado no começo o ano de 2021”, enfatizou.

Questionado sobre se o próximo Orçamento será o mais importante da democracia portuguesa, Marcelo disse houve outros “muito importantes, mas sublinhou que o de 2021 é “particularmente importante”, por causa da pandemia.

Porque nunca tivemos uma pandemia como esta, que em si mesmo é uma crise muito grave e que acarreta uma crise económica e social porventura a mais grave de todas. Como é o primeiro Orçamento no quadro desta situação, é evidente que é muito especial”, disse ainda.

Sobre a indefinição dos partidos de esquerda em relação ao Orçamento, Marcelo não se quis pronunciar.

Entendo que devo continuar a, nesta altura, ser o Presidente da República preocupado com a evolução da pandemia, preocupado com a crise económica e social e que tudo o resto deve estar ausente das minhas preocupações. Acho que é maneira melhor de servir os portugueses nesta altura”, rematou.

Bárbara Cruz / Com Lusa