Numa mensagem aos portugueses na véspera das eleições autárquicas, o Presidente da República disse que votar amanhã "é mais importante do que nunca" e "é um redobrado dever de consciência" para o país recomeçar a viver e a sair das crises sanitária, económica e social.

Num vídeo com pouco mais de três minutos, Marcelo destacou que estas eleições locais são as primeiras marcadas por "três crises ao mesmo tempo": da pandemia, da economia e a da sociedade.

Nós sabemos que a memória das pessoas é, frequentemente, curta. Mas, desta vez, não esquecemos nem esqueceremos", disse. 

Quando as autárquicas foram convocadas e as candidaturas apresentadas, o país ainda estava sobre algumas restrições. O mesmo se passou durante a campanha eleitoral que decorreu este mês. 

Tudo isto, numas eleições que envolveram não dezenas ou centenas de portugueses, mas centenas de milhares de candidatos para três mil e noventa e duas Assembleias de Freguesia, trezentas e oito Assembleias Municipais e mais trezentas e oito Câmaras Municipais", reforçou Marcelo Rebelo de Sousa. 

Pelas "longas e difíceis campanhas", o chefe de Estado dedicou algumas palavras aos autarcas, a quem deixou o seu "acrescido reconhecimento" pelo trabalho feito durante a crise pandémica. 

Para o sentido de sacrifício dos autarcas de todas as sensibilidades – no poder ou na oposição – ao longo do último ano e meio, vai a nossa profunda gratidão. (...) Foram excecionais a acorrer a casos dramáticos, tantas vezes sem meios, sem tempo, para tamanhas urgências. Em casas, em lares, em escolas, em locais de trabalho e em unidades de saúde."

 

Descobriram material de proteção sanitária, testes, ventiladores, improvisaram espaços de isolamento profilático, serenaram emigrantes, ajudaram infetados, apoiaram desempregados e insolventes, choraram mortos e deram força a vivos", acrescentou. 

 

É isto ser-se autarca", rematou. 

No final da habitual mensagem presidencial transmitida em véspera de atos eleitorais, Marcelo fez um forte apelo ao voto, não só enquanto Presidente da República, mas também como português . 

Votar amanhã é mais importante do que nunca. É um redobrado dever de consciência. Por memória deste ano e meio que não esqueceremos. Por vontade de sair da crise definitivamente e de recomeçar a viver a vida a que todos temos direito", finalizou. 

Cláudia Évora