"Numa situação de gestão difícil, aquilo que eu penso que se espera do futuro PR é que, além de cumprir a sua missão da gestão da situação de governabilidade e estabilidade, seja um fomentador de esperança das pessoas", disse Marcelo Rebelo de Sousa, durante um debate em Coimbra.



"Se [a função do PR] for vivida com alegria, melhor. Se for vivida com cara de cemitério é menos bom mas pode ser que dê resultado, dar esperança com cara fúnebre", ironizou.



O comentador político também estendeu a necessidade dos afetos "depois de quatro anos e meio de crise" às eleições legislativas, frisando que "se há qualquer coisa que está a falhar na campanha legislativa é nem sempre passar esse afeto".







PR responsabilizou inteiramente os partidos por uma maioria estável



"Entenderam que tinha sido igual aos anteriores, e foi, no que respeita à ideia de ser bom haver uma maioria duradoura, coerente e estável, até disse mais, um governo apoiado por uma maioria, coerente, duradoura e estável, o que permite abrir para coligação. (…) Mas depois juntou e isso as pessoas não notaram: essa é uma responsabilidade que cabe inteiramente aos partidos políticos".



"E isto é uma precisão que é nova. Porque tinha-se criado a ideia de que o Presidente, mesmo que encostasse uma carabina ou uma pistola à nuca dos líderes partidários, ia conseguir um acordo. E o que ele quer dizer é não esperem isso de mim, esperem que eu faça tudo o que está ao meu alcance, agora eles é que vão decidir o que vão fazer", sustentou.



Para o chefe de Estado, cabe aos partidos a responsabilidade de negociar "uma solução governativa estável e credível" com apoio maioritário no parlamento, face à possibilidade de nenhum deles alcançar maioria.