O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou este domingo que “a prioridade e o importante” é o combate aos fogos ativos em Portugal, considerando que “haverá tempo para balanços, comparações e retirar lições”.

No momento em que se está a combater o fogo, essa é a prioridade e é o que é importante. Haverá tempo para, depois, se fazer um balanço, comparações e retirar lições”, realçou o chefe de Estado, em Marvão, no distrito de Portalegre.

Marcelo Rebelo de Sousa, que respondia a perguntas dos jornalistas sobre os incêndios que assolam o país, sublinhou que “quem está de fora tem de perceber que há um lado emocional muito forte” por parte dos autarcas dos concelhos atingidos pelo fogo.

É devida uma palavra de solidariedade a todos os que estão a sofrer esta situação as populações, os operacionais, mais de mil, e os autarcas, que estão mobilizados ininterruptamente há 48 horas”, notou.

O Presidente da República disse esperar que “baixe a temperatura, que aumente a humidade, que baixe o vento” para que seja possível, nas próximas horas, “haver uma estabilização” nas zonas onde ainda há incêndios ativos.

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Marcelo Rebelo de Sousa revelou que tem estado “a acompanhar o que se passa” no terreno e em contacto com o ministro da Administração Interna e com os presidentes das câmaras municipais de Sertã, Vila de Rei e Mação.

No ano passado, tomei a decisão, na base do relatório da comissão parlamentar independente, de não visitar nenhuma zona de combates aos fogos enquanto durar esse combate e já disse aos presidentes de câmara que, concluídas as operações, quanto mais depressa melhor, que lá irei”, acrescentou.

O chefe de Estado falava aos jornalistas depois de participar na receção de boas-vindas ao Corpo Diplomático acreditado em Lisboa, na Pousada do Marvão, antes de assistir a um concerto da Orquestra Sinfónica Portuguesa, com o título “Viva Italia”, inserido no 6.º Festival Internacional de Música de Marvão.